Início » PÂNCREAS

PÂNCREAS

DISBIOSE PODE CAUSAR INSUFICIÊNCIA PANCREÁTICA

A disbiose intestinal é definida como o desequilíbrio entre micro-organismos benéficos e patogênicos (os que causam doenças) presentes no trato gastrointestinal, gerando uma situação desfavorável à saúde do ser humano.

O crescimento exagerado de bactérias patogênicas tumultua a função gastrintestinal, que acaba desequilibrando a produção das secreções pelos órgãos que a compõem. Isso resulta em INSUFICIÊNCIA PANCREÁTICA, DIMINUIÇÃO DA FUNÇÃO BILIAR, DEFICIÊNCIA DE ÁCIDO CLORÍDRICO, E POR FIM, DANO AO FUNCIONAMENTO INTESTINAL (The Causes of Intestinal Dysbiosis: A Review alternative Medicine Review Volume 9, Numeber 2 2004; SAAVEDRA, J.M.; TSCHERNIA, A. Human Studies with probiotics and prebiotics: clinical implications. British Journal of Nutrition, v. 87, p. S241-S246, 2002. Suplement.)

Tudo começa no parto. Está extensamente documentado que crianças nascidas de parto cesáreo tem conteúdo de lactobacilos e bifidobactérias (bactérias saudáveis que são chamadas de probióticas) significativamente inferior ao das crianças nascidas de parto normal, e maior número de Clostridium (Bacterial Colonization of large intestine in newborns delivered by Cesarean section. Volume 266, Issues 3-4, October 1987, pages 330-337). Para reduzir esta disbiose que se traduzirá em cólicas do bebê, diarréias ou alergias, recomenda-se a suplementação de probióticos nas gestantes e também para os bebês. Vários trabalhos mostram redução de alergias em bebês que suas mães fizeram uso de probióticos na gestação e na amamentação (Association of Candida albicans fungi with some opportunistic microorganisms in intestinal dysbiosis in patients of different age groups. Zn Mikrobial Epidemiol Immonobiol. 2005. Mar-Apr; (2): 65-9).

Outro passo importante é a alimentação. Crianças amamentadas exclusivamente de leite materno apresentam um conteúdo da flora intestinal muito superior, bem como menor número de bactérias patogênicas, que se utilizam de leite em pó. É importante salientar que as bactérias que primeiro colonizarão a criança, após o nascimento, estão diretamente correlacionadas às bactérias do canal do parto, das fezes maternas, e do meio ambiente de nascimento. Sendo assim, imagine o seguinte quadro: uma criança que nasce em um hospital, de parto cesáreo (sem passar pelo canal de parto), de uma mãe com disbiose intestinal (uma candidíase crônica intestinal, por exemplo), que não foi amamentada e recebe alimentos ricos em dissacarídeos e monossacarídeos – promotores de disbiose – com mel, xarope de frutose, açúcar (sacarose), apresentará altíssima probabilidade de um quadro de disbiose intensa (Ecological controlo f the gastrointestinal tract. The role of probiotic flora. Gut 1998; 42:2-7 doi: 10.1136/gut.42.1.2 – Probiotics: considerations for Human Health. Nutrition reviews Volume 61, Issue 3).

Os pais perguntam: por que meu filho está tão doente? A resposta está nas bactérias intestinais – disbiose.

__________________________________________________________________________
Antioxidantes aliviam dor na Pancreatite Crônica

Um estudo publicado na edição de 2009 da Revista Gastroenterology revelou o efeito de aliviar dores em homens e mulheres com pancreatite crônica (inflamação no pâncreas) pelo uso de antioxidantes.

O médico Dr. Pramod Kumar Garg e sua equipe da “All India Institute of Medical Sciences” – New Delhi realizou pesquisa com 127 pacientes com pancreatite crônica, onde um grupo recebeu placebo diariamente, e outro os seguintes antioxidantes: selênio orgânico, ácido ascórbico, betacaroteno, alfa-tocoferol e metionina. No final do período de 6 (seis) meses de tratamento, o grupo de pacientes que receberam placebo tiveram o dobro do número de dias dolorosos e precisaram dobrar o número de comprimidos de analgésico por mês, em comparação com o grupo de pacientes que receberam antioxidantes. Além disso, enquanto 13% do grupo placebo relataram estarem livres da dor, 32% (mais que o dobro) das pessoas do ‘grupo antioxidante’ relataram estarem livres da dor, com um efeito notado logo após 3 (três) meses do início da terapia.

“Estamos encorajados pelos nossos resultados, em razão da significativa melhoria observada com antioxidantes, no que diz respeito a todos os parâmetros de dor neste estudo”, concluiu Dr. Garg.

Agende sua consulta!

Referência:
1. A Randomized Controlled Trial of Antioxidant Supplementation for Pain Relief in Patients With Chronic Pancreatitis Gastroenterology Vol. 136, Issue 1, Pages 149-159.e2


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: