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O ALCAÇUZ PODE TE CURAR!

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Publicado em 22 de Março de 2016 – São Sebastião do Paraíso – MG

Para receber orientação expressa entre em contato no email  – juliocaleiro@hotmail.com   

ou  Para agendar consulta ligue – 35 3531-8423

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By; Ed. Júlio Caleiro – Nutricionista

O nome científico para a raiz de alcaçuz, Glycyrrhiza, vem do grego “glukos” (doce) e “riza” (raiz). Esta “doce raiz” contém glicirrizina, um composto que pode ser até 50 vezes mais doce do que o açúcar. Não é surpreendente que quando muitas pessoas pensam no alcaçuz, lembram de ‘confeitaria’ pelo nome.

No entanto, a alcaçuz é uma erva nativa perene no Mediterrâneo que tem sido apreciada pelas suas propriedades medicinais durante séculos. Na verdade, o seu uso está documentado em tabuletas de argila assírios e papiros egípcios. Foi apreciada na antiga Arábia Saudita para tratamento de tosse, enquanto que na Grécia antiga também foi usado para a tosse e asma. A erva tem também uma história de utilização na China, onde foi usada para aliviar a irritação das mucosas e espasmos no trato gastrointestinal. Praticamente todas as fórmulas de ervas chinesas contém alcaçuz, pois auxilia na absorção gastrointestinal e “harmoniza” qualquer fórmula herbal em melhorar seus efeitos. Na Índia, a medicina tradicional ayurvédica recomenda raiz de alcaçuz como expectorante, alívio dos espasmos, anti-inflamatório, agente demulcente (alivia a irritação das mucosas) e atua nas glândulas adreanais.

O Versátil uso da Raiz de alcaçuz

Alcaçuz é uma das plantas medicinais mais extensivamente estudadas, e que tem uma longa lista de utilizações versáteis para corresponder. Aqui estão algumas de suas reivindicações à tal fama:

1. Aliviar Úlceras do duodeno

Alcaçuz tem propriedades antibacterianas e foi encontrado para ajudar a aliviar as úlceras do estômago (muitos dos quais são causadas por Helicobacter pylori (H. pylori). Na Alemanha a Comissão Européia aprovou o uso de raiz de alcaçuz para tratar úlceras.

2. Garganta e tosse

Um dos usos mais conhecidos da raiz de alcaçuz é para aliviar o congestionamento, tosses e resfriados. Ela atua como um expectorante, ajudando a soltar e expelir catarro, e também tem um efeito calmante sobre as mucosas irritadas. Na Alemanha é aprovada para uso de infusões de raiz de alcaçuz,  para soltar o muco e aliviar a bronquite, enquanto o Compêndio Herbal britânico indica o uso da raiz de alcaçuz para Bronquite.

3. Refluxo Gastroesofágico e digestão

A raiz de alcaçuz é benéfica para a digestão e ajuda a acalmar a irritação e inflamação do trato digestivo. É aprovada para o tratamento de espasmos dolorosos associados com gastrite crônica na Alemanha, e na França a raiz de alcaçuz pode ser utilizado para tratar inchaço, digestão prejudicada e flatulência – Gases.

Um extrato de alcaçuz tem demonstrado em aliviar os sintomas da dispepsia funcional (dor de estômago), e uma combinação de extratos de alcaçuz, camomila, Silverweed, angélica, cardo mariano e absinto tornam-se mais eficazes no alívio da indigestão e queixas gastrointestinais leves, incluindo vómitos.

4. Anti-inflamatório e Suporte do Sistema Imunológico

Mais de 400 compostos foram isolados a partir de alcaçuz, incluindo isoliquiritigenina e naringenina. Estes componentes promovem a indução de células T reguladoras, que desempenha um papel crítico no controle e prevenção de respostas imunes. De acordo com pesquisas publicadas em relatórios científicos, a alcaçuz apresenta uma série de propriedades benéficas para suporte ao sistema imunológico, exemplo;

“[alcaçuz] é conhecida como um medicamento reconhecido contra a doença de úlcera péptica, constipação, tosse e infecção viral, através dos seguintes compostos ativos Glycyrrhizin e flavonóides como liquiritin, isoliquiritin, e suas agliconas têm sido relatadas como os principais constituintes de alcaçuz.

“Glicirrizina inibe a inflamação do tecido, reduzindo espécies reactivas de oxigénio (EROS). A alcaçuz tem propriedades anti-inflamatórias provadas in vitro e in vivo através de vários mecanismos. … Nos últimos anos, o flavonóide de alcaçuz são cada vez mais populares devido à sua bio-atividade antimicrobiana, anti-oxidante, e a função anti-inflamatória”.

5. aliviar constipação

Alcaçuz tem um efeito laxante natural que promove o peristaltismo INTESTINAL. Em um estudo, sob preparação de ervas tradicional contendo alcaçuz e outras ervas em melhorarar significativamente a constipação crônica em comparação com um placebo.

6.  Infecções virais

Alcaçuz tem atividade anti-viral de largo espectro e pode ser eficaz contra o herpes, HIV, hepatite, gripe e SARS. De acordo com um estudo publicado no Journal of Virology chinês, “Os triterpenóides de alcaçuz tem o potencial de se tornar um medicamento antiviral de largo espectro e será largamente utilizado no tratamento clínico.

7. Apoio Adrenal

Alcaçuz é uma erva adaptogênica, e significa que ajuda seu corpo a lidar com o estresse. Acontece que o alcaçuz ajuda o corpo a regular o hormônio do estresse cortisol.

8.  TMP – Suporte na menopausa

Alcaçuz tem efeitos similares ao estrogênio e atua diretamente na menopausa diminuindo assim as “ondas de calor”, bem como a terapia hormonal pós-menopausa em mulheres. Também podem ser útil no alívio dos sintomas de síndroma pré-menstrual (TPM).

Alguns efeitos colaterais

Enquanto a raiz de alcaçuz tem muitas propriedades benéficas, tenha cuidado para não exagerar. O ingrediente ativo, glycyrrhiza tomado em excesso, pode levar a pseudo-aldosteronismo, o que faz você excessivamente sensível ao cortisol. Este, por sua vez pode causar dores de cabeça, fadiga, pressão arterial elevada.

O Centro Médico da Universidade de Maryland recomenda o uso de alcaçuz não por não mais do que uma semana, antes de procurar o aconselhamento de um profissional de saúde, e sair usando qualquer preparação de alcaçuz por mais de quatro a seis semanas. Esta erva não deve ser tomada por mulheres que estão grávidas ou amamentando. Se você quiser os benefícios de alcaçuz sem os riscos de overdose da glycyrrhiza, já existe no mercado algumas preparações sem este ingrediente.

No entanto, você também pode mastigar um pedaço de raiz de alcaçuz ou chá de raiz de alcaçuz. A Universidade de Maryland Medical Center recomenda as seguintes formas e dosagens

Para receber dosagens corretas para seu caso, entre em contato com o Dr. Júlio Caleiro, através do email ou telefone acima.
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Referências:

Dr. JMercola.

Epoch Times March 8, 2016

Herb Wisdom, Licorice

RootDrAxe.com Licorice Root

Natural Alternative Remedy

Phytother Res. 2016 Jan;30(1):72-7.

Sci Rep. 2015; 5: 14046.

J Tradit Complement Med. 2015 Feb 21;5(3):153-6

 Bing Du Xue Bao. 2013 Nov;29(6):673-9.

Mol Cell Endocrinol. 2011 Apr 10;336(1-2):102-9.

Health Care Women Int. 2014 Jan;35(1):87-99.

University of Maryland Medical Center, Licorice

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Bromelina e seus surpreendentes benefícios no combate ao câncer!

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Em 03 de março de 2016, por Dr. Júlio Caleiro, nutricionista.

Para receber orientação expressa entre em contato no email  – juliocaleiro@hotmail.com   

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By; Júlio Caleiro

Uma das razões pelas quais o tratamento convencional do câncer é um fracasso é porque ele depende de quimioterapia.

O médico Dr. Joseph Mercola diz: “as drogas da quimioterapia são, por sua própria natureza, extremamente tóxicos e, normalmente, trabalham contra a capacidade natural do seu corpo em combater o câncer, por exemplo, destruindo a imunidade do hospedeiro, ao invés de apoiá-lo/auxiliá-lo. Um dos maiores inconvenientes da quimioterapia é o fato de que ela destrói as células saudáveis em todo o seu corpo juntamente com as células cancerosas, um efeito colateral que muitas vezes leva à morte acelerada, não cura.”

A boa notícia é que um punhado de compostos naturais tem sido descoberto que exibem um efeito chamado de ‘citotoxidade seletiva‘, isto é, são capazes de matar células de câncer sem atacar as células saudáveis. Este tipo de tratamento do câncer é inteligente, e não resultará na morte do paciente pelos efeitos colaterais.

O composto Bromelina [ou bromelaína], presente no abacaxi, mata células cancerosas sem prejudicar o organismo. A bromelina é uma enzima proteolítica (uma enzima que digere proteínas). Uma pesquisa publicada na Revista Planta Medica descobriu que a bromelina é superior à quimioterapia, droga: 5-FU [5-fluorouracil], cujo índice de sobrevivência foi aproximadamente 263%, em relação ao grupo controle não tratado.

O que torna impressionante é que a bromelina teve esses bons resultados sem causar danos adicionais aos animais.

Seria o câncer um resultado de baixas enzimas pancreáticas?

O uso de enzimas para tratar o câncer, com sua base científica, tem suas raízes em 1911 com John Beard. Beard acreditava que o cancer é resultado da diminuição de enzimas pancreáticas, o que prejudica a resposta imune. Um estudo de 1999 sugere que Beard pode ter acertado em sua hipótese.

Dez doentes com câncer do pâncreas inoperável foram tratados com doses elevadas de enzimas pancreáticas orais (juntamente com desintoxicação e uma dieta orgânica) e suas taxas de sobrevivência foram de 3 a 4 vezes maior do que pacientes que receberam o tratamento convencional. As enzimas proteolíticas podem ser úteis no tratamento de cancer porque ajudam a restaurar o equilíbrio do sistema imunológico.

As enzimas proteolíticas pode ser úteis no tratamento do câncer porque ajudam a restaurar o equilíbrio de seu sistema imunológico. O médico Dr. Nick Gonzalez, de Nova York, realizou inúmeros trabalhos sobre enzimas no tratamento de câncer e inclusive escreveu um livro a respeito, abordando os benefícios do uso de enzimas no tratamento do câncer.

Algumas das maneiras que as enzimas proteolíticas podem ser úteis na lutra contra o cancer são:

1. Reforço de citocinas, particularmente interferon e fator de necrose tumoral, que são guerreiros importantes na destruição de células cancerosas;

2. Diminuição da inflamação;

3. Diluição de fibrina: as células cancerosas se escondem sob o manto de fibrina para escapar da detecção. Uma vez que as células cancerosas ficam descobertas, elas podem ser atacadas e vistas pelo sistema imunológico. Acredita-se que a fibrina torna as células agrupadas o que aumenta a chance de metástase.

4. Estudos alemães demonstraram que as enzimas aumentam a potência de macrófagos e células assassinas (que combatem as células cancerosas) em 12 vezes.

Todavia, a forma de administração das enzimas ditará o tratamento buscado. No caso de utilizar as enzimas em forma de suplemento (cápsulas) e com o fim de que as enzimas sejam utilizadas sistemicamente, é fundamental que sejam consumidas com o estomago vazio. Caso contrário, seu corpo as usará para digerir a comida consumida, ao invés de serem absorvidas no sangue e fazer o trabalho sistemicamente.

Procure um nutricionista ou médico de sua confiança que compreenda sobre o uso de enzimas, pois a dose é outro fator importante neste tratamento.

Referências:

  1. http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2012/07/11/bromelain-enzyme-aid-cancer-treatment.aspx
  2. http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2011/08/21/enzymes-special-report.aspx
  3. http://draxe.com/6-unbelievable-health-benefits-bromelain/
  4. Green Med Info December 24, 2011
  5. Therapeutic efficacy of bromelain in impacted third molar surgery: A randomized controlled clinical study. Ordesi P, et al. Quintessence Int. 2014 Jul 10.
  6. Pillai K, et al. Anticancer effect of bromelain with and without cisplatin or 5-FU on malignant peritoneal mesothelioma cells. Anticancer Drugs. 2014 Feb;25(2):150-60.
  7. Büttner L, et al. Efficacy and tolerability of bromelain in patients with chronic rhinosinusitis–a pilot study. B-ENT. 2013;9(3):217-25.
  8. Conrozier T, et al. A complex of three natural anti-inflammatory agents provides relief of osteoarthritis pain. Altern Ther Health Med. 2014 Winter;20 Suppl 1:32-7.
  9. Báez R, et al. In vivo antitumoral activity of stem pineapple (Ananas comosus) bromelain. Planta Med. 2007 Oct;73(13):1377-83.
  10. Secor ER Jr, et al. Bromelain Inhibits Allergic Sensitization and Murine Asthma via Modulation of Dendritic Cells. Evid Based Complement Alternat Med. 2013;2013:702196.
  11. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19116226
  12. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22191568