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Benefícios significativos que a maconha (THC medicinal) tem no tratamento em pacientes com E.L.A (Esclerose Lateral Amiotrófica)

Como a marijuana (maconha), pelo ativo THC pode ajudar os pacientes acometidos de ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA?

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Benefícios significativos que a maconha medicinal tem no tratamento de ELA.

By Ed. Dr. Júlio Caleiro – Nutricionista – 08 de Fevereiro de 2015  -São Sebastião do Paraíso – MG – CONSULTÓRIO – 35 3531 8423

Para receber uma orientação expressa envie emails para – juliocaleiro@hotmail.com

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O sistema endocanabinóide nos ajuda a “comer, dormir, relaxar, esquecer, e proteger.” Este artigo é sobre como o sistema endocanabinóide pode ser estimulado para “proteger” os neurônios motores, e os nervos que controlam o movimento do corpo (Abood 2001).

A doença (esclerose lateral amiotrófica ou ELA) ou ainda a ‘Lou Gehrig’ é uma doença fatal que afeta e degrada os neurônios que controlam o movimento. A doença tem uma rápida progressão de fraqueza e paralisia, e a morte pode ocorrer dentro de 3-5 anos na maioria dos casos, e a função cerebral êpermanece intacta (Rowland 2001). As causas exatas da patogênese de ELA é pouco compreendida, e ao mesmo tempo a indústria farmacêutica tem alcançado opções de tratamento disponíveis, mas nenhum destes tratamentos previne a progressão da doença e a morte. Mas agora a boa notícia!

Os estudos clínicos em humanos com o THC ou somente a Cannabis são limitados pelo tamanho das amostras. Regulamentos de pesquisas para uso clínico de THC também dificultam a recrutar pacientes com ELA, em tempo hábil para um estudo controlado. Apesar destes obstáculos significativos, dois estudos em humanos foram realizados! Um estudo piloto investigou a segurança e tolerabilidade de THC em pacientes com ELA (Gelinas / abood 2002). Este estudo clínico confirmou benefícios sintomáticos para o apetite, insônia e espasticidade. O segundo estudo foi realizado foi de forma anônima em 80 países, e 131 inquéritos foram concluídos e a média de idade foram 54 anos. Os participantes relataram que a Cannabis ajudou a proporcionar alívio de salivação excessiva, fala e dificuldade de deglutição, perda de apetite, fraqueza, falta de ar, espasticidade ( fasciculações), depressão e dor (Amtmann D 2004). Em animais com ELA, o THC administrado quer antes ou após o aparecimento da doença, retardou a deficiência motora e sobrevivência foi bem prolongada. Além disso, o THC reduz os efeitos oxidativos, danos na medula espinhal in vitro (Raman et al., 2004). Os efeitos protetores dos canabinóides e seus efeitos anti-espástica em MS(Esclerose Múltipla) já eram bem conhecidos (Carter, 2001). Além disso, os receptores de canabinóides são regulados no tecido humano durante a progressão da doença, tornando-os um alvo para o tratamento. Os animais de laboratório de investigação básica sugere que o THC pode ser a primeira (e única ocorrência natural não-tóxica, anti-oxidante para reduzir a velocidade na progressão da doença significativamente. Além de atrasar a progressão da doença o tratamento com canabinóides aumenta o tempo de vida, e pode oferecer outras vantagens que incluem a indução do sono, estimulação do apetite, redução da saliva, a broncodilatação, analgesia e o relaxamento muscular.
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Referências

0-http://www.safeaccessnow.org/

1-Drug Metab Lett. 2012 Jun 1;6(2):102-8.
Single-dose pharmacokinetics and tolerability of oral delta-9- tetrahydrocannabinol in patients with amyotrophic lateral sclerosis.

2-Abood ME, Rizvi G, Sallapudi N, McAllister SD. 2001. Activation of the CB1 cannabinoid receptor protects cultured mouse spinal neurons against excitotoxicity. Neurosci Lett 309:197-201.

3-Amtmann D, Weydt P, Johnson KL, Jensen MP, Carter GT. 2004. Survey of cannabis use in patients with amyotrophic lateral sclerosis. Am J Hosp Palliat Care 21:95-104.

4-Carter GT, Rosen BS. 2001. Marijuana in the management of amyotrophic lateral sclerosis. Am J Hosp Palliat Care 18:264-70.

5-Gelinas DM, R; Abood, M. 2002. A pilot study of safety and tolerability of Delta 9-THC (Marinol) treatment for ALS. Amyotrophic lateral Sclerosis and Motor neuron Disorders 3.

6-Raman C, McAllister SD, Rizvi G, Patel SG, Moore DH, Abood ME. 2004. Amyotrophic lateral sclerosis: delayed disease progression in mice by treatment with a cannabinoid. Amyotroph Lateral Scler Other Motor Neuron Disord 5:33-9.

7-Rowland LP, Shneider NA. 2001. Amyotrophic lateral sclerosis. N Engl J Med 344:1688-700.


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