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Miastenia Gravis e seu tratamento pela nutrição

miastenia

Em 15 de outubro de 2014, por Dr. Júlio Caleiro, nutricionista.

A miastenia gravis é um doença autoimune que provoca fraqueza muscular e fadiga, que é exacerbada pela atividade e há melhora com repouso. Na miastenia gravis o sistema imune tem como alvo as células saudáveis que afetam normalmente o receptor celular em células de músculos com referencia ao neurotransmissor acetilcolina, o qual estimula as contrações musculares (Nature medicine. Mar 2001;7(3):365-368.). A doença caracteriza-se por períodos de fraqueza muscular e fadiga, pálpebras caídas, visão turva, dificuldade de mastigação e deglutição. Cerca de 15 à 20% das pessoas com miastenia gravis desenvolvem sério comprometimento respiratório, muitas vezes, no primeiro ano da doença com risco de vida, em que é chamado de ‘crise de miastenia’, e necessita de ventilação mecânica. – http://www.ninds.nih.gov/disorders/myasthenia_gravis/detail_myasthenia_gravis.htm

Os cientistas debatem a causa predominante da desregulação imune associada com miastenia gravis. A maioria das teorias concordam que o timo desempenha um papel importante no seu desenvolvimento. O timo é um órgão atrás do esterno que produz certas células do sistema imunológico chamadas de células T (http://www.endocrineweb.com/endocrinology/overview-thymus). Aproximadamente 15 à 20% das pessoas com miastenia gravis tem um tumor no timo e mais de 50% tem um aumento do número de células do timo (hiperplasia) – Expert review of clinical immunology. Jul 2012a;8(5):427-438.

Alguns estudos recentes tem sugerido que a inflamação e a infecção pelo virus Epstein-Barr podem contribuir para o desenvolvimento da doença autoimune (Autoimmune diseases. 2011;2011:213092.)

Embora a maioria dos pacientes com miastenia grave têm anticorpos que têm como alvo os receptores de acetilcolina das células musculares, alguns investigadores descobriram que alguns pacientes com miastenia gravis têm anticorpos contra outras proteínas, tais como o músculo-específico da tirosina-quinase (almíscares) ou afins do receptor da lipoproteína de baixa densidade – proteína 4 (LRP4) (BioMed research international. 2013;2013:404053.).

Infelizmente, não há atualmente nenhuma cura para a miastenia gravis. No entanto, os avanços no tratamento ao longo das últimas décadas permitiram que muitos pacientes com miastenia gravis em alcançar a remissão prolongada, sem sinais ou sintomas da doença (Postgrad Med J. 2004;80:690-700. .

Um dos tratamentos mais comuns recomendados para miastenia gravis é a remoção do timo, mas há um debate sobre se este procedimento é eficaz em pessoas que não têm tumores do timo. Outros tratamentos comuns incluem corticosteróides, os quais são utilizados para inibir a atividade de células imunitárias de curto prazo; inibidores da acetilcolinesterase, que permitem que os nervos recuperem a sua capacidade de se comunicar com os músculos; e imunossupressores, que inibem a resposta imunológica de longo prazo do corpo.

Além disso, estudos adicionais têm sugerido que exercícios e alguns integrativas terapêutica, como a vitamina D3, extrato de astrágalo, e creatina também pode aliviar os sintomas da miastenia gravis. European journal of neurology : the official journal of the European Federation of Neurological Societies. Dec 2012;19(12):1554-1560.; Medicine and science in sports and exercise. Jun 2001;33(6):869-872.

Vamos abordar o uso dos principais nutrientes no tratamento de Miastenia Gravis:

1. Vitamina D3: a vitamina D desempenha um papel regulador importante do sistema imune. Um estudo em 2012 mostrou que a suplementação de vitamina D tem efeitos benéficos sobre a respsota autoimune e pode aliviar a fadiga associada com miastenia gravis. Treze pacientes com miastenia gravis tratados com vitamina D apresentaram uma melhoria de 38% na fadiga muscular. Os pesquisadores sugerem que os níveis séricos de vitamina D devem ser monitorados em pacientes com miastenia gravis e a suplementação deve ser considerada se os níveis são considerados inadequados – European journal of neurology : the official journal of the European Federation of Neurological Societies. Dec 2012;19(12):1554-1560.

2. Extrato de Astrágalo: Extrato de astrágalo tem sido usado durante séculos como um remédio para doenças cardiovasculares, hepatite, doença renal e problemas de pele. Astrágalo é composto por polissacarídeos, saponinas, flavonóides e. A saponina mais prevalente com a atividade medicinal identificado no astrágalo é astragalósido IV. Numerosos estudos experimentais demonstraram que astragalósido IV melhora a função cardíaca, promove o crescimento dos vasos sanguíneos, inibe a fibrose em diferentes órgãos, e regula a função imunológica (Ren S, Zhang H, Mu Y, Sun M, Liu P. Pharmacological effects of Astragaloside IV: a literature review. Journal of traditional Chinese medicine = Chung i tsa chih ying wen pan / sponsored by All-China Association of Traditional Chinese Medicine, Academy of Traditional Chinese Medicine. Jun 2013;33(3):413-416.)

Em um estudo de 2009 comparando os efeitos do astrágalo e a prednisona esteróide sobre a resposta imune em 60 pacientes com miastenia gravis, astrágalo foi tão eficaz como a prednisona para reduzir os sintomas de miastenia grave. Além disso, o astrágalo foi mais eficaz do que a prednisona para reduzir índices de células CD4 + / CD8 + T . (Niu GH, Sun X, Zhang CM. [Effect of compound astragalus recipe on lymphocyte subset, immunoglobulin and complements in patients with myasthenia gravia]. Zhongguo Zhong xi yi jie he za zhi Zhongguo Zhongxiyi jiehe zazhi = Chinese journal of integrated traditional and Western medicine / Zhongguo Zhong xi yi jie he xue hui, Zhongguo Zhong yi yan jiu yuan zhu ban. Apr 2009;29(4):305-308.)

3. Creatina

A creatina é um ácido orgânico produzido pelo organismo que também está presente em alimentos – principalmente de carne. A suplementação de creatina ajuda a aumentar a massa magra, força muscular e energia. Ele também melhora o desempenho do ativo em indivíduos saudáveis ​​e pacientes com doenças neuromusculares, como a distrofia muscular (The Cochrane database of systematic reviews. 2013;6:CD004760).

Uma análise de seis ensaios clínicos aleatorizados controlados em doenças musculares relataram que pacientes que suplementados tiveram uma melhora significativa na força muscular versus doentes tratados com placebo, com uma diferença média de 8,5%. Pacientes de quatro ensaios que receberam creatina também relataram uma melhora geral no bem-estar.Kley RA, Tarnopolsky MA, Vorgerd M. Creatine for treating muscle disorders. The Cochrane database of systematic reviews. 2013;6:CD004760.

A suplementação de creatina também tem sido relatado para ajudar os pacientes com miastenia gravis. A suplementação diária de creatinina em pacientes com miastenia gravis, durante 15 semanas, combinadas com o treinamento de resistência, juntamente com prednisona e azatioprina, tiveram melhorias significativas na força muscular, peso corporal e massa livre de gordura (Medicine and science in sports and exercise. Jun 2001;33(6):869-872).

Bom, este são alguns dos nutrientes que podem vir a ser utilizados com segurança e bastante efetividade na terapia nutricional da miastenia gravis. Além destes, há outros a serem considerados, como omega 3, extrato de chá verde, unha de gato (uncaria tormentosa), curcumina e etc. Todos estes nutrientes citados há os respectivos estudos científicos confirmando a eficácia e melhoria da saúde em pacientes com esta patologia.

Assim, há uma variedade de possibilidades terapêuticas que podem auxiliar estes pacientes. Procure um nutricionista da área funcional de sua confiança, que compreenda esta terapia.

*Todos os estudos científicos foram citados na própria matéria.

Lifeextension.com


1 Comentário

  1. ELEUTERIOSP disse:

    Republicou isso em terinho.come comentado:
    Parabéns pela publicação

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