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Será que o Omeprazol e similares vão lhe curar da azia, gastrite, refluxo e outros?

By, Júlio Caleiro –  Nutricionista

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Publicado em 07 de Julho de 2014, – Monte Santo de Minas – MG.  Para uma orientação expressa, envia emails para –

juliocaleiro@hotmail.com   Tel consultório – 35 3531-8423.

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Estudos recentes descobriram que os pacientes tratados clinicamente com sintomas de DRGE ( doença dorefluxo gastroesofágico) têm chances significativamente maiores de adenocarcinoma do esôfago. Se você tem azia, refluxo ácido, doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), doença ulcerosa péptica ou qualquer condição relacionada com ácido,  você tem 100% de chance de receber uma prescrição de um ‘inibidor da Bomba de prótons (IBP), como omeprazol e similares. Uma nova pesquisa publicada na revista ‘Archives of Surgery’ descobriu que as pessoas com ‘DRGE’ que são tratados com IBP (inibidores de bomba de prótons) têm um risco de um tipo de câncer chamado ‘adenocarcinoma de esôfago’. Estudos revelam que os pacientes com sintomas de DRGE leves ou ausentes por medicação, na verdade, têm um risco muito maior de adenocarcinoma de esôfago do que pacientes com sintomas graves, e todos esses pacientes estavam sendo tratados com inibidores da bomba de prótons. A conseqüência disso é que as pessoas com pouco, ou nenhum sintoma de DRGE com uso dos Inibidores de bomba de prótons, são mais propensos a uma condição patológica chamada de ‘esôfago de Barrett’, uma condição na qual a mucosa do esôfago é danificada pelo ácido do estômago, e que pode aumentar o risco de câncer. O tratamento “padrão-ouro” para a DRGE claramente, não está fazendo nada para diminuir este risco de câncer, e de fato, pode estar encobrindo um grave problema subjacente,  aliviando os sintomas enquanto o dano ainda está ocorrendo. Pessoas que sofrem de DRGE por longos períodos são os mais propensos a desenvolver esôfago de Barrett e suas complicações. Na verdade o inibidores de bomba de prótons pode até fazer a doença do ‘DRGE’ ( doença do refluxo gastroesofágico) piorar a condição, que eu vou explicar abaixo.

Como investigador principal sobre o assunto o ‘Dr. Blair A. Jobe, MD’, professor e diretor de pesquisas de diagnóstico e doenças do esôfago, da ‘Pitt School of Medicine’, disse a Science Daily: “Estamos aprendendo que o uso crônico e a longo prazo dos Inibidores de bomba de prótons como omeprazol, lansoprasol e outros,  podem levar a problemas mais insidiosos, como má absorção de cálcio, B12, ácido fólico e causar o mascaramento da doença do Refluxo colocando indivíduos a outras doenças como neurológicas e hematológicas

 

      O tratamento médico padrão para a DRGE, está embasado erroneamente! Porque?

Normalmente, o refluxo ácido é ensinado ser causa direta pela produção excessiva de ácido estomacal.  Assim, o tratamento “padrão-ouro” é o de prescrever um inibidor da bomba de prótons, que funciona de forma muito eficaz em bloquear a capacidade do seu estômago de produzir o ácido clorídrico. Problema resolvido, certo? Errado!  Essa tática está errada por que a doença não é causada pelo excesso de ácido no estômago como te ensinaram, mas por muito pouco ácido e de forma inadequada. A DRGE é comumente relacionada à hérnia de hiato, – uma condição em que o ácido de forma inadequada sai do  estômago misturado aos alimentos mal digeridos, por contrações excessivas deste órgão, justamente pela falta de ácido e lentidão da digestão, na tentativa de expulsar o alimento ali mal digerido, e acaba jogando ácido com alimentos mal digeridos para dentro do esôfago forçando assim o esfíncter entre eles, gerando então a hérnia. Após o alimento passar através de seu esôfago até o estômago, uma válvula muscular chamado esfíncter esofágico inferior (LES) se fecha, ou deveria se fechar, impedindo que alimentos ou o ácido se mova para cima. O refluxo gastroesofágico ocorre quando o LES relaxa de forma inadequada, permitindo que o ácido do estômago faça um (refluxo) para trás, no esôfago. Uma das explicações para suprimir o ácido do estômago é tão ineficaz e há mais de 16.000 artigos na literatura médica atestando isso, porque quando você diminui a quantidade de ácido no estômago e sua potência, ficamos predispostos a várias bactérias nocivas e absorção de nutrientes prejudicada. Além disso a válvula ‘ácido dependente’ que fica entre estômago e intestino não se abre, e os alimentos ficam mais tempo do que deveriam no estômago, mascarando mais ainda  a doença.  Se você está tomando um medicamento IBP para tratar a azia, má digestão, refluxo realmente não está sendo benéfico para a sua saúde!  Estará tratando apenas  sintomas; e não está abordando a causa subjacente. O IBPs pode predispor com mais facilidade, a pneumonia, perda óssea, fraturas de quadril, infecção por  Clostridium difficile, uma bactéria intestinal e perigosa e aumento de intoxicação alimentar.  As opções naturais para eliminar a azia, refluxo, gastrite atrófica e outros, é certificar o consumo de boas bactérias, minimizando o consumo de frutose e outros açúcares, grãos e sucos de frutas, pão francês, bolos, bolachas, tortas, farinha de trigo enriquecida com ácido fólico, biscoitos, molho shoyo presente em comida japonesa e outros. Alimentos como o Natto (soja fermentada), vegetais fermentados, como chucrute,  Kefir de água, Leite fermentado a partir de leite cru ( gados criados em pastos) podem equilibrar a microbiota intestinal, ajudando no processo de regressão patológica. Outras opções também são importantes sob finalidade de tratamento, como o iogurte feito de leite cru in natura,  e suplementos de bactérias em cápsulas, ácido clorídrico antes das  principais refeições, vitamina D,  Astaxantina, Gengibre, B1, B6, ácido fólico, metionina, betaína e outros em doses terapêuticas prescritas por médicos ou nutricionistas. Prática de atividade física diária com orientação do Professor de Educação Física e ingestão de boas quantidades de água durante o dia e noite. Evitar o sal de cozinha branco, e usar o sal do Himalaia onde possui 83 minerais. Complementar também a dieta com boas doses de Iodo e iodeto. As doses dos suplementos acima são mensuradas conforme os sintomas, idade do paciente e outros.

 

Eliminar a possibilidade em alguma dessas doenças,  a infecção por H.Pylori.

 

Não tome remédios sem receita médica, e não retire nenhuma medicação sem o conhecimento do seu médico (a).

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Referências: – 1- Archives of Surgery July 2011; 146(7): 851-858       2 – Green Med Info .

 


2 Comentários

  1. Margarete Rodrigues fragoso disse:

    Estou com queimação e ardência no estômago sempre que fico sem comer, isso tem me trazido desequilíbrio emocional, tomei medicamentos tradicionais, mas não curam, como tenho pesquisado, gostaria de tratamento natural, preciso de receita para fazer esses suplementos, como procedo?

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