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“Há forte ligação entre o desenvolvimento de Esclerose Lateral Amiotrófica e infecção por mycoplasma”, conclui estudo científico.

ELA

Em 02 de maio de 2014, Dr. Júlio Caleiro, nutricionista.  Fone (35) 3531-8423.

(Colaboração especial de Luciano Caleiro Pimenta Jr – estudante de Biologia Ortomolecular).

Doenças neurodegenerativas são doenças crônico-degenerativas do sistema nervoso central (SNC), que em muitas vezes causa demência na população idosa. As causas, em geral, são desconhecidas, e sua incidência tem aumento cada dia mais.

Pode estar envolvido diversos fatores, como deficiências nutricionais, toxinas ambientais, reações imunológicas, doenças vasculares. Porém, uma possível causa que chama a atenção é por infecções bacterianas e virais crônicas (Rev Neurol. 2005 Sep 1-15;41(5):262-7).

A neurodegeneração resultante em doenças neurológicas envolve ação de produtos tóxicos produzidos como resultado de infecções crônicas bacterianas e/ou virais (Ageing Res. Rev. 2004; 3:105-120; Med. Hypotheses. 2005; 65:578-584). Os agentes infecciosos podem introduzir no SNC (no interior de macrófagos) ou podem ter acesso por transcitose através da barreira hematoencefálica ou ainda por transferência intraneuronal de nervos periféricos (Ageing Res. Rev. 2004; 3:105-120). Bactérias principalmente das espécies Mycoplasma, Chlamydia, Coxiella, Brucella, Borrelia e outras, são agentes infecciosos candidatos que podem desempenhar um importante papel em doenças neurodegenerativas (Crit. Rev. Microbiol. 2003; 29:215-221). Essas infecções podem causar também a progressão da doença, já que são geralmente sistêmicas, que afeta o sistema imunitário e outros sistema de órgãos, resultando em sinais e sintomas sistêmicos (J. Chronic Fatigue Syndr. 2000; 6(3/4):23-39).

A ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA – E.L.A é uma doença degenerativa progressiva que afetam os neurônios motores centrais e periféricos. Em pacientes com E.L.A, o papel das infecções crônicas tem atraído a atenção com a descoberta de sequencias de enterovírus em uma maioria de amostras de medula espinhal (J. Gen. Virol. 1996; 77:1469-1476.; Neurology. 2000; 54:20-25.). Os agentes infecciosos podem desempenhar um papel importante na origem da esclerose lateral amiotrófica. Verificou-se que de 8 veteranos da Guerra do Golfo (a partir de três nações) com diagnóstico de ELA, todos apresentavam infecção sistêmica por mycoplasma. De 28 pacientes não militares com E.L.A dos Estados Unidos, 22 pacientes também foram encontrados infecções por mycoplasma. A diferença na incidência de infecções por micoplasma entre pacientes com E.L.A com o grupo controle, foi altamente significativa (J. Clin. Neurosci. 2002; 9:525-529).

Um estudo científico concluiu que “há forte ligação entre o sofrimento de uma infecção crônica por Mycoplasma e o desenvolvimento da Esclerose Lateral Amiotrófica. Agentes patogênicos intracelulares, tais como Mycoplasma podem desempenhar um papel na gênese de doenças neurodegenerativas”.  (Rev Neurol. 2005 Sep 1-15;41(5):262-7).

Além do mycoplasma, pacientes com E.L.A também apresentaram outras infecções crônicas, incluindo Herpes (HHV-6), Chlamydia pneumoniae e Borrelia Burgdorferi. Todavia, destes agentes, o mycoplasma é o principal nesta patologia. O exame para detecção utilizado no estudo é o teste de nome:  PCR Mycoplasma sp.

Bom, e afinal, o que trataria com eficiência a infecção por mycoplasma, você deve estar se perguntando.

Segundo os médicos, Dr. David Brownstein e Dr. Joseph Mercola, o antigo antibiótico MINOCICLINA tem tido uma ação bastante satisfatória em combater infecção por mycoplasma. A dosagem recomendada pelo Dr. Mercola é de 100mg (dose máxima é de 200mg), segunda, quarta e sexta, todas as noites. Os benefícios devem ser observados em até 6 meses.

Evidentemente, por ser um antibiótico, remédio (que tem efeitos colaterais), o seu uso deve ser de acompanhamento e prescrição de médico obrigatoriamente com acompanhamento do(a) farmacêutico(a)!

Além disso, é necessário seguir bons hábitos de vida, com adoção de uma dieta equilibrada, ingestão de bons óleos (ex: óleo de coco, ômega 3), probióticos, manutenção de bons níveis de vitamina D no organismo e minerais como magnésio.

http://www.immed.org 

http://www.mercola.com

Public Health Alert, v. 4, no. 7, 2009

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Todas as referências científicas foram citadas no corpo da matéria.


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