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Seu suplemento alimentar possui o aditivo potencialmente nocivo ESTEARATO DE MAGNÉSIO?

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Em 08 de março de 2014, por Dr. Júlio Caleiro, nutricionista. Fone do consultório (35) 3531-8423.

É sabido que muitos medicamentos, vitaminas e suplementos contem mais do que apenas ingredientes ativos. São acrescidos ‘agentes de fluxo’ em suas composições. O objetivo destes componentes é tornar a fabricação mais ágil e mais fácil, e não usá-los aumentariam os custos de produção e preço de venda final do produto. Todavia, não há nenhuma razão evidente para a adição destas substancias em benefício da saúde do consumidor.

 O ESTEARATO DE MAGNÉSIO é um aditivo geralmente utilizado e potencialmente prejudicial encontrado em muitos suplementos (ex: shakes). O consumo desta substancia em logo prazo pode ser a causa de possíveis danos ao intestino, até mesmo podendo impedir a absorção adequada de nutrientes.

 O estearato de magnésio é formado pela ação de magnésio e ácido esteárico. O composto tem propriedades de  lubrificação, e por isso é usado frequentemente na fabricação de suplementos, já que permite que as máquinas funcionem mais velozmente e de forma suave.

 No entanto, há estudos que demonstram que o ácido esteárico suprimem as células T-natural killer, que são células chave do sistema imunológico. De acordo com este estudo, o ácido esteárico provoca o colapso da membrana celular (a integridade), que em última instância, pode chegar a destruir a função celular.

 O médico Dr. Joseph Mercola comenta o seguinte:

Em minha opinião, se você está tomando um suplemento, certifique-se que é de alta qualidade, suplemento à base de alimentos naturais que NÃO INCLUAM cargas potencialmente nocivas e aditivos, tais como ESTEARATO DE MAGNÉSIO.

 Outro problema levantado em relação ao estearato de magnésio é o fato deste produto ser originado a partir de óleos hidrogenados, tais como óleo de semente de algodão. Esta cultura geralmente é geneticamente modificada, e mesmo quando não seja, o óleo de algodão tende a ter altos níveis de resíduos de pesticidas.

 Com base nisso, durante a sessão do Comitê do Codex sobre Aditivos Alimentares (CCFA) de março de 2010, foi recomendado que estearato de magnésio (sais de magnésio de ácidos gordos) fosse excluído, uma vez que não tem nenhum uso conhecido nos alimentos.

 Mas, no ano seguinte, na sessão CCFA de março de 2011, a Aliança Internacional das Associações de Suplementos Dietéticos (IADSA) apresentou um pedido para restabelecer o estearato de magnésio como aditivo alimentar, que posteriormente foi reintegrado sob o número INS 470 (iii).

 Sobre esse episódio, um artigo destacou o seguinte: “…o Comitê Misto de Peritos em Aditivos Alimentares (JECFA) agora exige dados de toxidade para comprovar nova composição do estearato de magnésio, apesar de seu uso histórico em suplementos. Segundo JOHN VERNARDOS, vice-presidente sênior de assuntos regulatórios para o marketing da rede mundial HERBALIFE, que apresentou esta questão recente na conferência de NIA Oeste, em Laguna Beach, o custo estimado desses dados toxicológicos em estearato de magnésio custaria 180.000 dolares. Nenhum fabricante ainda se ofereceu para pagar a conta.”

 Sobre esse ponto, Dr. Joseh Mercola comenta que:

 Parece que  se alguém aceitar a tarefa de fazer a necessária pesquisa com o fim de provar a segurança como um aditivo alimentar, ele [estearato de magnésio] vai ser eliminado do mercado. Considerando o fato de que a maioria dos fabricantes de suplementos usam estearato de magnésio, a reação é esperar. Mas, para as empresas que já operam sem estearato de magnésio, é apenas uma prova de que eles estiveram certos o tempo todo.

 Eliminando este componente do produto equivale a ter um pouco maior de custos na produção, já que as máquinas não podem trabalhar tão rapidamente, e portanto,  não poderiam produzir muito em um determinado dia. Mas, eu acredito que o aumento do custo vale a pena. É realmente importante para mim primeiro que não faça mal, e que sejam tomadas precauções extras para garantir que os produtos vendidos sejam de altíssima qualidade e pureza.

Abaixo segue um video do Dr. Randy Johns falando sobre o estearato de magnésio:

 Referências:

 http://media.mercola.com/imageserver/public/whole-food-supplement-dangers-references.pdf


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