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DHEA protege o CÉREBRO contra um vasto número de doenças neurológicas

DHEA 2

Em 03 de fevereiro de 2014, por Dr. Júlio Caleiro, nutricionista. Fone do consultório (35) 3531-8423.

(Contribuição especial: Luciano Caleiro Pimenta Jr – estudante do curso de ‘Biologia Ortomolecular’)

DHEA é abundante no cérebro humano. Logo, é de se imaginar o efeito devastador quando DHEA começa a ficar ausente no cérebro. Verificou-se que há uma queda de 50% na produção de DHEA já a partir dos 40 anos de idade, e 80 à 90% de declínio após os 80 e 90 anos de idade. Muitos estudos já relataram o efeito protetor do DHEA contra a deterioração da função mental a partir do envelhecimento (Biol Psychiatry. 2000 Nov 15;48(10):989-95.;  Exp Gerontol. 1998 Nov;33(7-8):713-27.;  Brain Cogn. 2002 Nov;50(2):316-23.;  Eur J Neurosci. 2002 Aug;16(3):445-53.  Proc Soc Exp Biol Med. 1999 Nov;222(2):145-9.)

Pessoas acometidas da doença de Alzheimer e outras doenças neurogenerativas tem muito baixos níveis de DHEA (Horm Behav. 1999 Jun;35(3):254-63.; Neuropsychobiology. 2000;42(2):51-7).

Um recente estudo do Canadá, descobriu-se que os ratos implantados com uma elevada dose de DHEA mostrou significativamente menos danos do hipocampo após o acidente vascular cerebral induzido (88% neurônios danificados no grupo placebo e 60% nos que receberam DHEA) – Brain Res. 2001 Jan 12;888(2):263-6.

Foi comprovado que DHEA inibe significativamente as citocinas inflamatórias de necrose tumoral – fator alfa (TNF-alfa) e IL-6 em células gliais (células que dão suporte aos neurônios). A capacidade de reduzir os mediadores inflamatórios pode ser uma parte importante do mecanismo neuroprotetor do DHEA. Brain Res. 2001 Jan 12;888(2):263-6.

Além disso, verificou-se que Dhea protege contra a toxicidade da proteína beta-amilóide e o excesso de glutamato (Proc Soc Exp Biol Med. 1999 Nov;222(2):145-9.). O glutamato produz um aumento abundante no receptor glucocortidóide neuronal. O tratamento com DHEA reverteu esse aumento, mostrando a ação anti-glicocorticóide de DHEA. Isso é importante no tratamento, por exemplo, de pessoas com a Esclerose Lateral Amiotrófica, que necessitam ingerir medicamentos bloqueadores de glutamato.

Outros estudos demonstram que o DHEA protege contra os efeitos nocivos de excesso de cortisol, e tem propriedadese para melhorar o humor e que por isso pode ter implicações significativas no tratamento da depressão (Arch Gen Psychiatry. 2005 Feb;62(2):154-62.;  Am J Psychiatry. 2002 Jul;159(7):1237-9.;  Arch Gen Psychiatry. 2003 Feb;60(2):133-41.; Am J Psychiatry. 2002 Jul;159(7):1237-9.;  Ann Rheum Dis. 2003 Sep;62(9):875-9.;  J Int Med Res. 2003 Jan;31(1):36-41;  Psychoneuroendocrinology. 2002 Nov;27(8):907-20; Biol Psychiatry. 1999 Jun 15;45(12):1533-41.; Psychopharmacology (Berl). 2003 Jan;165(2):97-110.  Ann NY Acad Sci. 1995 Dec 29;774:337-9).

A capacidade do Dhea em proteger o hipocampo e melhorar a sua atividade é importante em relação à doença de Alzheimer. Estudos tem geralmente encontrado aumento do cortisol e baixos níveis de DHEA em pacientes com Alzheimer (Neuropsychobiology. 2000;42(2):51-7). O excesso de cortisol provoca danos no hipocampo e potencializa a toxicidade da beta-amilóide. DHEA é capaz de antagonizar os efeitos destrutivos de excesso de cortisol ( Am J Psychiatry. 2002 Jul;159(7):1237-9.; J Clin Pharmacol. 2001 Nov;41(11):1195-205; J Endocrinol Invest. 2002 25(10 suppl):29- 35).

Os autores de um estudo concluíram que a demência está relacionada mais relacionada baixos níveis de DHEA, do que com altos níveis de cortisol – Neuropsychobiology. 2000;42(2):51-7. Outro estudo também mostrouque embora os resultados normais de envelhecimento sejam a diminuição de DHEA, as vítimas da demência tem níveis ainda mais baixos de DHEA comparados com idosos saudáveis – Genazzani AD, Lanzoni C, Genazzani AR. Might DHEA be considered a beneficial replacement therapy in the elderly? Drugs Aging. 2007;24(3):173-85.

Está registrado em diversos estudos científicos que DHEA protege contra um vasto número de doenças neurológicas Biol Psychiatry. 2000 Nov 15;48(10):989-95; Exp Gerontol. 1998 Nov;33(7-8):713-27.;  Arch Gen Psychiatry. 2005 Feb;62(2):154-62.;  Brain Cogn. 2002 Nov;50(2):316-23.; Dement Geriatr Cogn Disord. 2000 Mar;11(2):90-9.;  Eur J Neurosci. 2002 Aug;16(3):445-53.; Proc Soc Exp Biol Med. 1999 Nov;222(2):145-9.;  Int J Dev Neurosci. 1999 Apr;17(2):145-51.; J Clin Endocrinol Metab. 1998 Oct;83(10):3487-92).

O seu médico ou nutricionista já verificou seus níveis de DHEA? O exame é o S-DHEA. Os níveis estão em faixas ótimas para uma boa saúde? A dosagem de DHEA deve respeitar o organismo. As doses devem ser fisiológicas, para não suprimir a função das glândulas supra-renais. (neste sentido: Dr. David Brownstein).

O uso de DHEA, como NEUROPROTETOR, é otimizado quando feito uso conjunto de doses também fisiológicas do hormônio PREGNENOLONA. Sobre a função neuroprotetora do PREGNENOLONA, sugiro que leia esta matéria abaixo que escrevi:

https://nutricaobrasil.wordpress.com/2014/04/27/pregnenolona-e-essencial-para-a-saude-do-sistema-nervoso-central-e-neurogenese/

Abaixo segue um trecho de aula do médico Dr. Lair Ribeiro sobre DHEA:

* Todos as referências científicas estão citadas no corpo do texto.


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