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A importância do DHEA no tratamento de doenças autoimunes

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Em 17 de janeiro de 2014, por Dr. Júlio Caleiro, nutricionista. Fone (35) 3531-8423.

Dr. David Brownsteinmédico norte-americano, autor do livro ‘The Miracle of Natural Hormones’ (O Milagre dos hormônios naturais), é graduado pela Universidade de Michigan e Wayne State University School of Medicine. É professor clínico de Medicina da Wayne State University School of Medicine. É membro da Academia de Médicos de Família, da Academia Americana de Medicina Preventiva e da Sociedade de Acupuntura de Michigan e da Academia Americana de Acupuntura Médica.

Dr. Brownstein em seu livro acima mencionado informa que:

“Em minha prática, observei que quase 100% de meus pacientes com doenças autoimunes como doença de Crohn, colite ulcerativa, lúpus, esclerose múltipla, artrite reumatóide, fibromialgia e outras mais, tem níveis significativamente baixos de DHEA. Além disso, a maioria destes pacientes apresentam melhoras clínicas in suas condições com o uso de doses fisiológicas de DHEA.”

Considerando que DHEA é o esteróide MAIS ABUNDANTE produzido no organismo, a sua deficiência, SEM DÚVIDA ALGUMA, afetará a saúde seriamente, atingindo até mesmo a regular função do sistema imune. Logo, entendo que o paciente com doença autoimune (ex: esclerose múltipla, doença de Crohn, lúpus e etc) deve verificar seus níveis de DHEA, para que seja colocado seus níveis em faixas ótimas, que são as desejáveis para uma boa saúde, restaurando a função regular do sistema imune.

De forma semelhante a vitamina D3, o DHEA modula o sistema imune, restaurando seu equilíbrio (Khorram 1997; Hazeldine 2010). Em estudos em doenças autoimunes, como Lupus e hipotireoidismo autoimune, comprovou-se diversos efeitos benéficos do uso de DHEA (Drbalová 2008; Crosbie 2007; van Vollenhoven 1998; Chang 2002).

Assim, quando for o caso de deficiência/insuficiência de DHEA no organismo, seu uso deve ser considerado ou avaliado em pacientes com graves doenças autoimunes, em dosagens fisiológicas, como ensina o professor de medicina Dr. Brownstein.

Referências

1. The Miracle of Natural Hormones, Dr. David Brownstein, 3ed, 2003, p. 70/71.

2. Hazeldine J, Arlt W, Lord JM. Dehydroepiandrosterone as a regulator of immune cell function. J Steroid Biochem Mol Biol. 2010 May 31;120(2-3):127-36.

3. Khorram O, Vu L, et al. Activation of immune function by dehydroepiandrosterone (DHEA) in age-advanced men. J Gerontol A Biol Sci Med Sci . 1997 Jan;52(1):M1-M7

4. Drbalová K, Matucha P, Matejková-Behanová M, Bílek R, Kríz L, Kazihnitková H, Hampl R. Immunoprotective steroids and SHBG in non-treated hypothyroidism and their relationship to autoimmune thyroid disorders. Physiol Res. 2008;57 Suppl 1:S119-25.

5. Crosbie D, Black C, McIntyre L, Royle PL, Thomas S. Dehydroepiandrosterone for systemic lupus erythematosus. Cochrane Database Syst Rev. 2007 Oct 17;(4):CD005114.

6. van Vollenhoven RF, Morabito LM, et al. Treatment of systemic lupus erythematosus with dehydroepiandrosterone: 50 patients treated up to 12 months. J Rheumatol . 1998 Feb;25(2):285-9.

7. Chang DM, Lan JL. et al. Dehydroepiandrosterone treatment of women with mild-to-moderate systemic lupus erythematosus: a multicenter randomized, double-blind, placebo-controlled trial. Arthritis Rheum . 2002 Nov;46(11):2924-7.


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