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Constipação intestinal crônica em pessoas com síndrome do intestino irritável: como tratar?

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Marcella2

Em 25 de outubro de 2013, por Dr. Júlio Caleiro, nutricionista. Fone do consultório: (35) 3531-8423. São Seb. Paraíso/MG.

Síndrome do intestino irritável é uma doença crônica do intestino grosso que provoca dor de barriga, cólicas, distensão abdominal, diarréias e constipação (Journal of Gastroenterology and Hepatology. 2010;25:691–9.; Aliment Pharmacol Ther. 2005 Jun 1;21(11):1365-75.). Essa condição cria dor crônica e inchaço. Estes indivíduos, as vezes, vêem a diarréia como um bom evento, porque lhes permitem evacuar com eliminação de fezes que de outra forma permaneceriam impactadas no cólon e áreas do reto.

É preciso entender a causa, para tratar uma condição. A principal causa deste tipo de síndrome de intestino irritável (com constipação crônica) é o insuficiente ou ineficaz peristaltismo (http://www.jhu.edu/jhumag/0497web/gastro1.html) Peristaltismo é o termo que se refere a uma série de contrações musculares organizadas que move o alimento através do trato digestivo (http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/ency/article/002282.htm). Logo, sendo insuficiente ou ineficaz esta atividade contrátil, há dificuldade para evacuação.

O peristaltismo insuficiente é um dos principais culpados por trás de muitos casos de constipação de hoje. A boa notícia é que se ingerir os nutrientes adequados com o estômago vazio (geralmente na primeiro momento da parte da manhã), um aumento do peristaltismo ocorrerá dentro de um período de uma hora, que limpará a maioria ou toda a matéria fecal.

Mas, ainda há quem questione sobre o poder das fibras para esta condição. As fibras podem vir a ser úteis, todavia, nem sempre. Estudos publicados concluíram a taxa de falha de uso de fibras foi bastante elevada em pessoas cronicamente constipado. Um estudo que mostrou que 80 % dos pacientes com trânsito lento não respondem ao tratamento de fibra dietética (Am J Gastroenterol. 1997 Jan;92(1):95-8.; World J Gastroenterol. 2012 Sep 7;18(33):4593-6.; Cleve Clin J Med. 2008 Nov;75(11):813-24.; Ned Tijdschr Geneeskd. 1996 Oct 12;140(41):2036-9). Assim, fibra não é a solução para constipação crônica para muitas pessoas.

Assim, quais nutrientes e medidas tomar para uma solução efetiva e segura deste caso?

Na medicina convencional, por vezes, os médicos ao invés de recomendar os nutrientes necessários (ex: magnésio e vitamina C), prescrevem medicamentos como o Polietileno glicol (PEG) – BMC Pediatr. 2012 Nov 15;12:178. O problema oculto nestas constipações é o insuficiente peristaltismo, que pode levar a fecaloma de longa duração. O Polietileno glicol é utilizado tanto na fabricação de produtos industriais como na medicina – http://www.ewg.org/skindeep/ingredient/704983/POLYETHYLENE_GLYCOL. A questão é de escolha das vias de tratamento: é preferível ingerir um ingrediente utilizado em detergentes e solventes orgânicos (PEG) ou nutrientes essenciais que resultam em benefícios para toda a saúde? Regra geral, segundo o médico e pesquisador Dr. William Faloon, ‘o estabelecimento médico prefere que você ingira o polietileno glicol (PEG) – BMC Pediatr. 2012 Nov 15;12:178.

Vamos aos nutrientes.

  1. Ingerir quantidade adequada de água. Aumentando o volume de água no intestino, as fezes são amaciadas, a contração do músculo intestinal é estimulado, e a evacuação do intestino é solicitada. Dr. Ícaro Alves Alcantara, médico homeopata e ortomolecular, e professor de medicina, aconselha uma ingestão de um copo de água a cada uma hora, que resultará, por volta, de 2,5 à 3 litros de água por dia (http://icaro.med.br/)
  2. Altas doses de Vitamina C com magnésio (com boa quantidade de água): Segundo o médico e pesquisador  do grupo de pesquisas “Life Extension, Dr. William Faloon: “ao tomar pó nutricional contendo vitamina C com magnésio e/ou potássio com estômago vazio [pela manhã], é provável que você veja resultados imediatos dentro de uma ou duas horas.”

Alerto fortemente, que esses nutrientes (vit C e magnésio) devem ser consumidos com acompanhamento médico ou de nutricionista apto a esta natureza de terapia, eis que são em doses terapêuticas (altas).

*O texto acima é baseado no artigo do médico e pesquisador Dr. William Faloon. As referências científicas estão todas citadas no corpo da matéria.

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