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Melatonina ataca o Mal de Parkinson em vários momentos críticos da doença

MAL-DE-PARKINSON

Em 07 de outubro de 2013, por Dr. Júlio Caleiro, nutricionista. Fone do consultório (35) 3531-8423.

Estudos em animais demonstraram que a suplementação de melatonina pode prevenir e em certa medida, reverter as alterações no comportamento e função motora induzida pela doença de Parkinson (Eur J Pharmacol. 2008 Oct 10;594(1-3):101-8; ISRN Neurol. 2012;2012:360379; Pharmacol Biochem Behav. 2011 Oct;99(4):704-11).

A doença de Parkinson rouba de suas vítimas do movimento normal, e isso ocorre através da perda de neurônios que produzem o neurotransmissor dopamina ( Eur J Pharmacol. 2008 Oct 10;594(1-3):101-8).

Parkinson tem algumas semelhanças com a doença de Alzheimer. Ambos podem conduzir a demência. Ambos são resultados da oxidação, no caso de Parkinson focada em regiões do cérebro que controlam o movimento e equilíbrio (Acta Pharmacol Sin. 2006 Jan;27(1):41-9.) E, em ambas as doenças, a morte de células cerebrais e de disfunção é causada por um aumento anormal e acúmul de proteína inflamatória. Na doença de Parkinson, a proteína é a chamada alfa-sinucleína (Neurobiol Aging. 2012 Sep;33(9):2172-8;  J Pineal Res. 2012 Jan;52(1):128-37.).

Trabalhando com vários modelos de laboratório da doença de Parkinson, os cientistas demonstraram que a melatonina pode atacar a doença de Parkinson em cada um dos seus momentos críticos:

a)      Impede a produção da proteína alfa-sinucleína em células do cérebro, e promove a limpeza desta proteína tóxica (Neurobiol Aging. 2012 Sep;33(9):2172-85; J Pineal Res. 2012 Jan;52(1):128-37.);

b)      Inverte as alterações inflamatórias observadas nos cérebros de pessoas com Parkinson (Histol Histopathol. 2013 Feb 27.);

c)       Restaura a atividade normal de uma enzima chave envolvida na produção de dopamina (Neuro Endocrinol Lett. 2002 Apr;23 Suppl 1:20-3.;  Free Radic Res. 2010 Nov;44(11):1304-16.).

A capacidade da melatonina para prevenir e reverter as alterações no comportamento e na função motora induzida pela doença é o resultado de uma maior sobrevivência das células produtoras de dopamina que se tornam danificadas ou destruídas pela doença de Parkinson (Free Radic Res. 2010 Nov;44(11):1304-16.; Parkinsonism Relat Disord. 2009 May;15(4):307-14.; J Pineal Res. 2009 Nov;47(4):293-300).

Para mais informações, sugiro a leitura das seguintes matérias:

https://nutricaobrasil.wordpress.com/2013/05/08/paciente-apresenta-significativa-regressao-dos-sintomas-do-mal-de-parkinson-2/

https://nutricaobrasil.wordpress.com/2013/08/01/vitamina-d-reduz-a-progressao-da-doenca-de-parkinson/

*As referências científicas estão todas citadas no corpo do texto.

lifeextension.com


1 Comentário

  1. Odissea disse:

    Gostei daquilo que li na entrevista

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