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Como retardar ou até mesmo interromper a progressão do GLAUCOMA?

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Em 19 de setembro de 2013, por Dr. Júlio Caleiro. Fone do consultório: (35) 3531-8423. São Seb. do Paraíso-MG.

 

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By Dr. Júlio Caleiro – Nutricionista

Glaucoma é a segunda principal causa de cegueira irreversível no mundo. A doença afeta cerca de 5 milhões de americanos, a maioria com mais de 40 anos de idade. Infelizmente, muitas dessas pessoas não sabem que sequer que estão afetadas pelo glaucoma, e ao receberem o diagnóstico o nervo óptico já foi danificado permanentemente. Glaucoma é chamado, às vezes, de ‘ladrão silencioso’, porque rouba lentamente suas vítimas da visão periférica.

Embora a perda da visão relacionada ao glaucoma não é reversível, a progressão da doença pode ser quase sempre retardada ou até mesmo interrompida. Quando diagnosticado e tratado precocemente, raramente leva à cegueira. Estudos científicos tem trazido estratégias naturais para ajudar a atenuar a progressão do glaucoma.

As terapias convencionais pouco fazem para resolver um dos principais contribuintes para a deficiência visual no glaucoma: a disfunção mitocondrial (Lascaratos G et al. Mitochondrial dysfunction in glaucoma: Understanding genetic influences. Mitochondrion. 2011 Nov 28; Exp Eye Res. 2011 Aug;93(2):204-12). A coenzima Q10 e pirroloquinolina quinona (PQQ) são dois protetores mitocondriais potentes que podem desempenhar um papel considerável, ainda pouco apreciado, na manutenção do cuidado visual dos pacientes com glaucoma.

Tipos de glaucoma

Há duas formas principais de glaucoma: glaucoma de ângulo aberto e glaucoma de ângulo fechado. Cerca de 90% dos casos de glaucoma é glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA). A maioria dos outros são glaucoma de ângulo fechado.

Formas menos comuns de glaucoma incluem glaucoma congênito, o que tende a ocorrer em famílias e está presente no nascimento; glaucoma de pressão normal, pigmentar, glaucoma; pseudo-glaucoma, glaucoma traumático, glaucoma neovascular, síndrome endotelial da córnea.

Nos últimos anos, o glaucoma tem vindo a ser descrita como uma “doença neurodegenerativa”, porque partilha características com várias desordens cerebrais incluindo a doença de Alzheimer, esclerose lateral amiotrófica (doença de Lou Gehrig), e doença de Parkinson (Curr Opin Ophthalmol. 2007 Mar;18(2):110-4.).

O estresse oxidativo desempenha um papel central na deterioração das células ganglionares que eventualmente leva à cegueira em pacientes com glaucoma.

Com o aumento da pressão intra-ocular, o fluxo sanguíneo ocular é interrompido, causando, entre outros, baixo oxigênio para as células do olho. Com isso, com pobre entrega de oxigênio, a função mitocondrial começa a declinar. As mitocôndrias mal alimentadas então deixa área propícia a gerar quantidades excessivas de radicais livres, que destroem as estruturas celulares vizinhas, causando finalmente a apoptose (‘suicídio da célula’), ou morte celular programada.

Dando suporte a função mitocondrial com nutrientes cientificamente estudados, destruindo os radicais livres, pode auxiliar a preservar a visão em pacientes com glaucoma. Tanto a coenzima Q10 quanto o PQQ são dois compostos naturais que auxiliam as mitocôndrias. Ambos os compostos são comprovados em proteger a função mitocondrial em uma variedade de doenças, e podem ajudar a manter a saúde mitocondrial de células ganglionares em indivíduos com glaucoma (Dev Disabil Res Rev. 2010 Jun;16(2):183-8.; Altern Med Rev. 2009 Sep;14(3):268-77.).

Além da CoenzimaQ10 e PQQ, quais outros nutrientes podem ser indicados? Veremos alguns:

1. Extrato de casca de pinheiro marítimo francês e mirtilo

Estudos em humanos demonstraram um efeito poderoso da casca de pinheiro marítimo Frances e extrato de mirtilo sobre os sintomas subjacentes de glaucoma. Estes dois tipos de nutrientes são ricos em proantocianidinas, potentes antioxidantes conhecidos por sua capacidade de neutralizar os radicais livres nocivos. Proantocianidinas também têm sido mostrados para apoiar a saúde cardiovascular (Hypertens Res. 30 (2007): 775-80.).

Em um estudo de 2010, em um tratamento combinaram o uso de casca de pinheiro marítimo Frances e mirtilo com a tradicional medicamento para glaucoma chamado Lantanoprost, e os pesquisadores descobriram um claro benefício neste tratamento combinado (Clin Ophthalmol 14 (2010):471-6.). A casca de pinheiro e mirtilo melhoram a estrutura e função dos vasos de sangue e diminuem a resistência ao escoamento do fluído.

Neste mesmo estudo de 2010, os pesquisadores estudaram 79 pacientes que tinham pressão intra ocular elevado, sem sinais de glaucoma. Os pacientes foram randomizados para receber: grupo 1: um composto de nutrientes oral contendo extrato padronizado de casca de pinheiro marítimo Frances e extrato de mirtilo (Vaccinium myrtillus); grupo 2: a terapia médica padrão com latanoprost; grupo 3: composto de nutrientes e latanoprost gotas, durante 24 semanas.

A pressão intra ocular melhorou em todos os grupos. A queda mais rápida de pressão ocorreu no grupo tratado somente com o latanoprost, a partir da quarta semana de tratamento. No grupo 1, a melhoria significativa começou a partir da 6 semana. Os resultados mais interessantes, no entanto, estavam no grupo que recebeu latanoprost combinado com a casca de pinheiro e mirtilo. Os doentes deste grupo (grupo 1) mostraram uma redução de 28% na pressão após 4 semanas, e a redução subiu para 40% em 24 semanas.

2. Magnésio: o magnésio tem sido reconhecido como balanceador de cálcio por natureza. Os pesquisadores da Clínica Oftalmológica da Universidade de Basel, na Suíça, avaliaram o efeito da suplementação de magnésio em pacientes com glaucoma. Uma dose de magnésio foi administrado a 10 pacientes com glaucoma por 1 mês. Na conclusão do estudo, os resultados com a suplementação de magnésio resultou na melhora da circulação periférica, com um efeito benéfico sobre o respectivo campo visual em pacientes com glaucoma (Ophthalmologica 209 (1995):11-13).

3. Astaxantina: encontrada na alga vermelha chamada Haematococcus pluvialis, ajuda a saúde vascular dentro do olho e melhora a acuidade visual ( Clin Ther Med. 2005; 21(5):537-542.). Pode desempenhar um papel preventivo na fadiga ocular. Estudos clínicos em humanos por cientistas japoneses demonstraram que a astaxantina é eficaz na redução do olho turvo, que gera a irritação, e para prevenção da tensão ocular (J Clin Ther Med. 2005; 21(5):543-556.; J Trad Med. 2002; 19(5):170-173; J Clin Ther Med. 2006; 22(1):41-54.)

É a nutrição funcional no tratamento e prevenção de doenças.

*As referências científicas estão citadas no corpo do texto.
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