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Quais os nutrientes indispensáveis no tratamento da OSTEOPENIA E OSTEOPOROSE?

osteoporose

By Dr. Julio Caleiro, nutricionista. Fone do consultório (35) 3531-8423.

Segundo o médico PhD nutrólogo e cardiologista, Dr. Lair Ribeiro, “a osteoporose é uma das principais causas de impossibilidade de locomoção e morte na população idosa“. Osteoporose é definida como uma redução da densidade óssea, que propicia a geração de fraturas. Avanços científicos têm revelado que a etiologia da osteoporose resulta não apenas de desequilíbrios hormonais, mas também do estresse oxidativo, nível elevado de açúcar no sangue, inflamação, e componentes da síndrome metabólica (Clarke 2010, Confavreux de 2009, Lieben 2009; Zhou 2011).

A osteoporose é caracterizada pela perda de cálcio dos ossos. Do outro lado, há a aterosclerose que é caracterizada pelo inverso, isto é, pelo afluxo excessivo de cálcio para dentro das paredes arteriais. A medicina tradicional tem negligenciado o papel crucial que os micronutrientes desempenham neste equilíbrio de cálcio. Sabe-se, por exemplo, que a insuficiência de vitamina K contribui para esse equilíbrio saudável (Baldini 2005, Abedin 2004, McFarlane 2004, D’Amelio 2009).

Produtos farmacêuticos, tais como o Fosamax Actonel ® ®, mostraram um sucesso limitado, e estão associados com alguns efeitos secundários potencialmente graves, incluindo a fibrilação atrial e osteonecrose da mandíbula (Jager 2003, Howard 2010). Estas drogas trabalham principalmente inibindo as células responsáveis pela quebra do tecido ósseo, mas negligenciam vários outros fatores responsáveis pela osteoporose (Roelofs 2010, Varenna 2010). Embora estas drogas aumentem a densidade óssea, todavia interrompem o ciclo natural da regeneração e da reabsorção que é importante para a efetiva resistência do osso (Abrahamsen 2010).

O tratamento para a osteoporose envolve adoção de hábitos saudáveis de vida (dieta apropriada, exercícios físicos, ingestão correta de água) e uso de micronutrientes indispensáveis, vejamos alguns dos principais deles:

1. Vitamina K2-MK7: nas últimas décadas, cientistas perceberam que a vitamina K2 é um co-fator essencial para a produção da proteína principal do osso, a osteocalcina (Bugel 2008, Iwamoto 2006). Enzimas dependentes da vitamina K produzem mudanças na osteocalcina que lhe permitem ligar firmemente compostos de cálcio que dão ao osso sua força incrível (Bugel 2008, Wada de 2007, Rezaieyazdi 2009). Através de diversas ações a vitamina K pode ajudar a prevenir e tratar algumas das condições mais incapacitantes associadas com o avançar da idade, incluindo osteoporose, doença arterial coronariana e coágulos sanguineos. Tal como a vitamina D, a vitamina K é também essencial para prevenir a acumulação de cálcio nas paredes arteriais (Okura 2010). Pessoas com níveis mais baixos de vitamina K estão em maior risco de calcificação das principais artérias (Okura 2010). Baixo nível de vitamina K e uso de anticoagulantes, como Varfarina (que antagonizam a ação da vitamina K, gerando um processo chamado de carboxilação) estão associados com baixa densidade mineral óssea e aumento do risco de fratura (Rezaieyazdi de 2009, Binkley 2009). A suplementação com vitamina K2 foi comprovado por acelerar a formação de proteínas dos ossos (Koitaya 2009).

Indivíduos que fazem uso de Varfarina e evitam a vitamina K (por estarem preocupados que possa interferir com a terapia anticoagulante) também podem se beneficiar da suplementação. Em um estudo, demonstrou-se que uma baixa dose de vitamina K ingerida por pacientes que faziam terapia anticoagulante ajudou a estabilizar o tempo de coagulação (Reese, 2005). E, esta investigação foi confirmada em outros estudos, logo, pacientes que estão em terapia anticoagulante que estão interessados em complementar com vitamina K2 (MK7) devem discutir com seus médicos a real possibilidade para a ingestão das baixas doses desta importante vitamina.

O médico Dr. Luis Romariz, pós-graduado pela Harvard Medical School, e pela Medical School esclarece que:

“A suplementação a longo prazo com a vitamina K2 aumenta a massa óssea e a resistência dos ossos, pois facilita a deposição do cálcio onde ele é preciso – nos ossos – evitando a sua deposição nas artérias (aterosclerose) ou nos ligamentos (“bicos de papagaio”). Felizmente os nossos pacientes há muito que fazem esta vitamina conjuntamente com a vitamina D.” (fonte: http://anti-envelhecimento.blogs.sapo.pt/350384.html).

2. Magnésio: regula o transporte ativo de cálcio em seres humanos (Aydin 2010), e promove uma melhoria da mineralização óssea e contribui, assim, para uma redução da freqüência de fraturas. (Sojka 1995).
3. Boro: é essencial para a saúde dos ossos (Volpe, 1993). O seu efeito principal está na interação com os minerais magnésio e cálcio, e também pelo seus efeitos anti-inflamatórios (Scorei 2011). Estudos demonstraram que a suplementação de boro estimula a formação de osso e inibe a reabsorção óssea (Xu, 2006).
4. Vitamina D3 e cálcio: é a terapia mais usual, recomendada pela medicina convencional. Segundo o médico Dr. Joseph Mercola, o uso da suplementação de cálcio e vitamina D3 deve ser feita, NECESSARIAMENTE, juntamente com a vitamina K2. A vitamina D3 aumenta a absorção de cálcio pelo organismo, mas quem o direciona para os ossos é a vitamina K2. Assim, alerto fortemente que para que o cálcio não trabalhe contra você, com calcificações de áreas moles do corpo, é que ao usar suplementos a base de vitamina D3 e cálcio, utilize, também, a vitamina K2-Mk7. (Weston A Price Foundation February 13, 2008), para que o cálcio seja direcionado para os ossos. Para mais detalhes, acesse este estudo: http://www.westonaprice.org/fat-soluble-activators/x-factor-is-vitamin-k2

Dr. Gabriel de Carvalho, nutricionista funcional, explica o tratamento da osteoporose pela nutrição funcional, veja:

Aplique a nutrição funcional em seu tratamento de saúde!

Referências:
1. Clarke BL, Khosla S. Physiology of bone loss. Radiol Clin North Am. 2010 May;48(3):483-95.
2. Confavreux CB, Levine RL, Karsenty G. A paradigm of integrative physiology, the crosstalk between bone and energy metabolisms. Mol Cell Endocrinol. 2009 Oct 30;310(1-2):21-9.
3. Lieben L, Callewaert F, Bouillon R. Bone and metabolism: a complex crosstalk. Horm Res. 2009 Jan;71 Suppl 1:134-8. Epub 2009 Jan 21.
4. Zhou Z and Xiong WC. RAGE and its ligands in bone metabolism. Front Biosci (Schol Ed). 2011 Jan 1;3:768-76.
5. Baldini V, Mastropasqua M, Francucci CM, D’Erasmo E. Cardiovascular disease and osteoporosis. J Endocrinol Invest. 2005;28(10 Suppl):69-72.
6. Abedin M, Tintut Y, Demer LL. Vascular calcification: mechanisms and clinical ramifications. Arterioscler Thromb Vasc Biol. 2004 Jul;24(7):1161-70.
7. McFarlane SI, Muniyappa R, Shin JJ, Bahtiyar G, Sowers JR. Osteoporosis and cardiovascular disease: brittle bones and boned arteries, is there a link? Endocrine. 2004 Feb;23(1):1-10.
8. D’Amelio P, Isaia G, Isaia GC. The osteoprotegerin/RANK/RANKL system: a bone key to vascular disease. J Endocrinol Invest. 2009;32(4 Suppl):6-9.
9. Jager M, Wild A, Krauspe R. Osteonecrosis and HELLP-Syndrome. Z Geburtshilfe Neonatol. 2003 Nov-Dec;207(6):213-9.
10. Howard PA, Barnes BJ, Vacek JL, Chen W, Lai SM. Impact of bisphosphonates on the risk of atrial fibrillation. Am J Cardiovasc Drugs. 2010;10(6):359-6
11. Roelofs AJ, Thompson K, Ebetino FH, Rogers MJ, Coxon FP. Bisphosphonates: molecular mechanisms of action and effects on bone cells, monocytes and macrophages. Curr Pharm Des. 2010;16(27):2950-60.
12. Varenna M, Gatti D. [The role of rank-ligand inhibition in the treatment of postmenopausal osteoporosis]. Reumatismo. 2010 Jul-Sep;62(3):163-71.
13. Abrahamsen B. Adverse effects of bisphosphonates. Calcif Tissue Int. 2010 Jun;86(6):421-35.
14. Bredella MA, Torriani M, Ghomi RH, et al. Determinants of bone mineral density in obese premenopausal women. Bone 2011 Apr 1;48(4):748-54. Bugel S. Vitamin K and bone health in adult humans. Vitam Horm. 2008;78:393-416.
15. Iwamoto J, Takeda T, Sato Y. Role of vitamin K2 in the treatment of postmenopausal osteoporosis. Curr Drug Saf. 2006 Jan;1(1):87-97.
16. Wada S, Fukawa T, Kamiya S. [Osteocalcin and bone]. Clin Calcium. 2007 Nov; 17(11):1673-7.
17. Rezaieyazdi Z, Falsoleiman H, Khajehdaluee M, Saghafi M, Mokhtari-Amirmajdi E. Reduced bone density in patients on long-term warfarin. Int J Rheum Dis. 2009 Jul;12(2):130-5.
18. Okura T, Kurata M, Enomoto D, et al. Undercarboxylated osteocalcin is a biomarker of carotid calcification in patients with essential hypertension. Kidney Blood Press Res. 2010;33(1):66-71.
19. Binkley N, Harke J, Krueger D, et al. Vitamin K treatment reduces undercarboxylated osteocalcin but does not alter bone turnover, density, or geometry in healthy postmenopausal North American women. J Bone Miner Res. 2009 Jun;24(6):983-91.
20. Koitaya N, Ezaki J, Nishimuta M, et al. Effect of low dose vitamin K2 (MK-4) supplementation on bio-indices in postmenopausal Japanese women. J Nutr Sci Vitaminol (Tokyo). 2009 Feb;55(1):15-21.
21. Reese AM, Farnett LE, Lyons RM, et al. Low-dose vitamin k to augment anticoagulation control. Pharmacotherapy. 2005;25(12):1746-51.
22. Aydin H, Deyneli O, Yavuz D, et al, Short-term oral magnesium supplementation suppresses bone turnover in postmenopausal osteoporotic women. Biol Trace Elem Res. 2010 Feb;133(2):136-43.
23. Volpe SL, Taper LJ, Meacham S. The relationship between boron and magnesium status and bone mineral density in the human: a review. Magnes Res. 1993 Sep;6(3):291-6.
24. Scorei RI, Rotaru P. Calcium Fructoborate-Potential Anti-inflammatory Agent. Biol Trace Elem Res. 2011 Jan 28.
25. Xu P, Hu WB, Guo X, et al. [Therapeutic effect of dietary boron supplement on retinoic acid-induced osteoporosis in rats]. Nan Fang Yi Ke Da Xue Xue Bao. 2006 Dec;26(12):1785-8.
26. http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2012/05/16/vitamins-d-and-k2-reduce-osteoporosis.aspx#_edn4
27. http://anti-envelhecimento.blogs.sapo.pt/350384.html
28. Vitamina K2, A Irrevogável Vitamina Antienvelhecimento, Dr. Lair Ribeiro.


1 Comentário

  1. nice disse:

    muito obrigada Dr, pela resposta, mas agora me fale uma coisa por favor, como poderei complementar meu tratamento com vitaminas necessarias se ja fui ao ortopedista e ao reumatologista e eles nao receitaram, o que posso fazer, e se eu tomar cloreto de magnesio sem receita medica vai ajudar?to muito preocupada

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