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LÚPUS: saiba quais os melhores nutrientes para o efetivo tratamento

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PARA UMA ‘INDICAÇÃO EXPRESSA’ ENTRE EM CONTATO PELO EMAIL – juliocaleiro@hotmail.com

By Júlio Caleiro, nutricionista. Fone do consultório: (35) 3531-8423.

Lúpus é uma doença auto-imune sistêmica impulsionado por inflamação em que o sistema imunitário ataca indiscriminadamente ‘auto-tecidos’ em todo o corpo. Estima-se que 5 milhões de pessoas em todo o mundo vivem atualmente com lúpus (Lupus Foundation 2011).

As partes do corpo afetadas pelo lúpus freqüentemente incluem a pele, rins, coração, sistema vascular, sistema nervoso, tecido conjuntivo, sistema músculo-esquelético e dentre outros órgãos.

O sistema imune é o facilitador principal do lúpus. Infelizmente, a medicina convencional normalmente se baseia em imunossupressão global, inadvertidamente, predispondo o paciente a infecções potencialmente fatais e a uma série de efeitos colaterais preocupantes.

O termo lúpus geralmente refere-se ao lúpus eritematoso sistêmico – LES, mas existem outros tipos de lúpus, e cada um com sinais e sintomas distintos. (Firestein 2009)

1. Lúpus eritematoso sistêmico (LES): esta é a doença muitas vezes simplesmente referida como o lúpus. O termo sistêmico refere ao fato de os tecidos conjuntivos em todo o corpo serem afetados. Eritematoso é um estado clínico em que manchas vermelhas desenvolvem sobre a pele.

2. Lúpus eritematoso discóide: é a forma de lúpus em que os sintomas estão relacionados apenas com a pele, provocando uma erupção vermelha (eritematoso), muitas vezes, na face e/ou no couro cabeludo.

3. Lúpus induzido por drogas [medicamentos]: certos medicamentos podem causar lúpus, mas a condição geralmente desaparece após a interrupção do medicamento desencadeante. Dos medicamentos que podem causar incluem aqueles de controle de natalidade, para pressão arterial, antibióticos e medicamentos antifúngicos. Exemplo de medicamentos específicos mais frequentemente associados ao lúpus induzido:

Procainamida – medicamento antiarrítmico;
Hidralazina – redução da pressão arterial
Quinidina – medicamento antiarrítmico

4. Lúpus neonatal: esta forma de lúpus desenvolve em recém-nascidos. Esta forma de lúpus é muito raro, e é casado por auto-anticorpos que estão sendo transmitidos de uma mãe com lúpus para o bebê (White 1994). Todavia, a maioria dos bebês nascidos de mulheres com lúpus são saudáveis (Womenshealth.gov 2011). Lúpus neonatal pode resolver-se espontaneamente ao longo dos primeiros meses de vida, mas, eventualmente, pode causar sérias complicações. A morte ocorre em aproximadamente em 10% dos casos de lúpus neonatal, e as causas principais são tipicamente pneumonia ou complicações no coração (Wisuthsarewong 2011).

E quais nutrientes podem ser usados para tratar efetivamente as diversas formas de lúpus? Citaremos alguns dos principais nutrientes:

1. Vitamina D3

A vitamina D é capaz de modular a atividade de células imunitárias, e estudos tem identificado deficiência generalizada de vitamina D em pacientes com lúpus. (Toloza 2010; Lemire 1992). Um estudo revelou que apenas 1,2% dos pacientes com lúpus tinham níveis adequados de vitamina D, e outra pesquisa descobriu que níveis baixos de vitamina D foram relacionados com a auto-imunidade mais agressiva no lúpus (Ritterhouse 2011).

A vitamina D intervém no processo da auto-imunidade. Explico: no início do processo de desenvolvimento de células do sistema imunológico, elas são direcionadas para tornarem-se tanto células do sistema imune ‘efetoras’ ou ‘reguladoras’. Em outras palavras, para se tornarem células imunitárias que promovem a destruição do tecido (efetoras) ou aquelas que SUPRIMEM a destruição do tecido (reguladoras).

Pacientes com lúpus tem números elevados de células efetoras e reduzido número de células reguladoras (Bonelli 2010). A vitamina D exerce várias ações em nível celular para equilibrar a população de células efetoras e células reguladoras (Bruce 2011). Em um recente estudo de 2012, 20 pacientes com lúpus deficientes em vitamina D, receberam uma ALTA dose desta vitamina por semana, durante 4 semanas, seguida de outras ALTAS doses mensais por 6 meses. O tratamento resultou em um aumento significativo dos níveis da vitamina D no sangue, seguido da diminuição da contagem de células T efetoras, e aumento de células reguladoras. Durante o período de 6 meses, não houve avanço da doença.

Tem sido demonstrado que os níveis sanguíneos mais elevados de vitamina D estão associadas com a atividade menos grave da doença lúpus (Amital 2010).

2. Omega 3 (Óleo de peixe)

O óleo de peixe é rico em dois tipos de ácidos: ácido docosahexanóico (DHA) e ácido eicosapentaenóico (EPA). Descobriu-se que o EPA foi capaz de induzir células do sistema imune em um fenótipo regulatório, contrariando, assim, a ação das células imunológicas efetoras – agressivas. (Iwami 2011). Dois estudos clínicos descobriram que a ingestão de óleo de peixe reduziu a gravidade do lúpus (Duffy 2004; Walton 1991).

3. DHEA

O tratamento de lúpus com doses diárias de DHEA causou melhoria clínica e diminuiu avanço do lúpus em 16% (van Vollenhoven 1998; Chang, 2002). Há evidencias, que o suplemento 7-keto (metabólico de DHEA) traz uma melhoria significativa no sistema imune, regulando o seu funcionamento (Presented at meeting of FASEB, April 17, 2004.)

Alerto que o tratamento para ser efetivo e seguro, deve ser feito com o acompanhamento médico ou de nutricionista, aptos a esta forma de terapia.

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Referências:

1. Lupus Foundation of America. Understanding Lupus. 2011 8/11//2011]; Available from: http://www.lupus.org/clinicaltrials/understanding-lupus.html.
2. Firestein, G.S. and W.N. Kelley, Kelley’s textbook of rheumatology. 8th ed2009, Philadelphia, PA: Saunders/Elsevier.
3. White, P.H., Pediatric systemic lupus erythematosus and neonatal lupus. Rheumatic diseases clinics of North America, 1994. 20(1): p. 119-27.
4. Womenshealth.gov. Lupus Fact Sheet. 2011 9/24/2011]; Available from: http://www.womenshealth.gov/publications/our-publications/fact-sheet/lupus.cfm.
5. Wisuthsarewong, W., J. Soongswang, and R. Chantorn, Neonatal lupus erythematosus: clinical character, investigation, and outcome. Pediatric dermatology, 2011. 28(2): p. 115-21.
6. Toloza, S.M., et al., Vitamin D insufficiency in a large female SLE cohort. Lupus, 2010. 19(1): p. 13-9.
7. Lemire, J.M., Immunomodulatory role of 1,25-dihydroxyvitamin D3. Journal of cellular biochemistry, 1992. 49(1): p. 26-31.
8. Ritterhouse, L.L., et al., Vitamin D deficiency is associated with an increased autoimmune response in healthy individuals and in patients with systemic lupus erythematosus. Annals of the rheumatic diseases, 2011. 70(9): p. 1569-74.
9. Bonelli M et al. Treg and lupus. Ann Rheum Dis. 2010 Jan;69 Suppl 1:i65-66.
10. Bruce D et al. Converging pathways lead to overproduction of IL-17 in the absence of vitamin D signaling. Int Immunol. 2011 Aug;23(8):519-28. Epub 2011 Jun 22.
11. Amital, H., et al., Serum concentrations of 25-OH vitamin D in patients with systemic lupus erythematosus (SLE) are inversely related to disease activity: is it time to routinely supplement patients with SLE with vitamin D? Annals of the rheumatic diseases, 2010. 69(6): p. 1155-7.
12. Duffy, E.M., et al., The clinical effect of dietary supplementation with omega-3 fish oils and/or copper in systemic lupus erythematosus. The Journal of rheumatology, 2004. 31(8): p. 1551-6.
13. Walton, A.J., et al., Dietary fish oil and the severity of symptoms in patients with systemic lupus erythematosus. Annals of the rheumatic diseases, 1991. 50(7): p. 463-6.
14. Chang, D.M., et al., Dehydroepiandrosterone treatment of women with mild-to-moderate systemic lupus erythematosus: a multicenter randomized, double-blind, placebo-controlled trial. Arthritis and rheumatism, 2002. 46(11): p. 2924-7.
15. Zenk JL, Kuskowski MA. The use of 3-acetyl-7-oxo-dehydroepiandrosterone for augmenting immune response in the elderly. Presented at meeting of FASEB, April 17, 2004.
16. lifeextension.com


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