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Exercícios físicos e altas doses de Melatonina podem regredir fortemente os sintomas do Mal de Alzheimer

Alzheimer

By Dr. Julio Caleiro, nutricionista. Fone do consultório: 35-3558-1919.
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Cientistas do Instituto de Pesquisa Biomédica de Barcelona, da Universidade Granada e da Universidade Autônoma de Barcelona estudaram os efeitos das terapias em ratos com mutações que resultaram nas características da doença de Alzheimer. Os ratos, que estavam nas fases iniciais da doença, foram divididos por receberem uma alta dose de melatonina e um regime diário de exercícios físicos em uma roda de corrida, outro grupo que acumulou os dois tratamentos (melatonina + exercícios), grupo de ratos com Alzheimer que não receberam qualquer tratamento, e ratos sem mutações que serviram como controle do estudo.

Ratos que só fizeram exercícios reduziram sintomas comportamentais e psicológicos, incluindo ansiedade, emotividade. Ratos que utilizaram melatonina e exercícios apresentaram diminuição da deterioração cognitiva, e redução de beta-amilóide e estresse oxidativo cerebral. O tratamento combinado com exercícios e melatonina resultou em um adicional benefício mitocondrial. O uso isolado de melatonina fez reduzir a proteína proteína “tau hiperfosforilada” (encontrado nos cérebros de pacientes com doença de Alzheimer). O pesquisador Coral Sanfeliu do Instituto de Pesquisa Biomédica de Barcelona relatou que: “Depois de seis meses, o estado dos ratos submetidos ao tratamento estava mais perto dos ratos sem mutações [ratos em estado de normalidade] do que ao seu próprio estado patológico inicia [ratos com Alzheimer]. A partir disso, pode-se dizer que a doença regrediu significativamente.

O aumento do estresse oxidativo e disfunção mitocondrial foram identificadas como fenômenos fisiopatológicos comuns associados com perturbações neurodegenerativas tais como a doença de Alzheimer e doença de Parkinson.

Com isso, o co-autor deste estudo, Dr. Dario Acuña Castroviejo, da Universidade de Granada observou que: “As propriedades antioxidantes e anti-inflamatórios da melatonina significa que a sua utilização é altamente recomendada para as doenças que apresentam estresse oxidativo e inflamação.”

Concluíram os pesquisadores que houve uma importante regressão do Alzheimer com o uso de Melatonina e exercícios físicos, fazendo que os ratos com Alzheimer tivessem seu estado de saúde próximo aos ratos em estado de normalidade. Algo extremamente surpreendente!

Este não é o primeiro estudo que associa os benefícios da melatonina ao tratamento do Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas. Em 2006, outro estudo já indicava a melatonina como um importante suplemento a ser considerado no tratamento e prevenção do Alzheimer e demais doenças neurodegenerativas – Behav Brain Funct. 2006 May 4;2(1):15. Neste estudo estudo, os pacientes tiveram uma melhora na qualidade do sono, e foi observada uma diminuição da deterioração cognitiva em indivíduos com a doença de Alzheimer, possivelmente em razão da proteção das células cerebrais em face da proteína tóxica denominada beta-amiloide.

Logo, vê-se que importantes estudos demonstram os benefícios do uso da melatonina no Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas (exemplo: Parkinson, Huntington) algo que não pode ser ignorado no tratamento de saúde destes pacientes!

Sugiro a leitura desta matéria, para mais informações sobre o tratamento do Alzheimer: https://nutricaobrasil.wordpress.com/2013/03/18/curcumina-e-um-componente-que-pode-ajudar-a-reverter-o-alzheimer-2/

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Referências:

1. Melatonin plus physical exercise are highly neuroprotective in the 3xTg-AD mouse – Neurobiology of Aging Volume 33, Issue 6 , Pages 1124.e13-1124.e29, June 2012
2. Srinivasan V, Pandi-Perumal S, Cardinali D, Poeggeler B, Hardeland R. Melatonin in Alzheimer’s disease and other neurodegenerative disorders. Behav Brain Funct. 2006;2(1):15.


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