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TRATAMENTO A BASE DE VITAMINA D

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Guaxupé, 3 de novembro de 2012 CORREIO SUDOESTE CIDADE

Doenças como Alzheimer e Parkinson podem ser tratadas com vitamina D3, afirma pesquisador

O nutricionista Júlio Ca­leiro Pimenta, 35 anos, de São Sebastião do Paraíso, vem ganhando destaque em revistas de circulação nacio­nal, como a Revista Isto É, da Editora Três. Desde 2006, o pesquisador de modo in­dependente vem realizando observações na eficácia do uso de Vitamina D3, para tratamento de doenças.

Bacharel em nutrição pela Universidade de Fran­ca/SP, tendo realizado um curso de extensão universi­tária em Terapia Nutricional, na mesma instituição que se graduou, Júlio atende pacientes e realiza testes de sua pesquisa em sua cidade natal.

Veja abaixo, como foi a entrevista exclusiva com o pesquisador:

CORREIO SUDOESTE: Por que você interessou pela vitamina D no tratamento de doenças?

JÚLIO: Por verificar que muitos tratamentos conven­cionais não surtiam o efeito desejado em doenças neuro­degenerativas e autoimunes, comecei a investigar quais tratamentos naturais pode­riam surtir um efeito mais eficaz, que fizesse a doença desaparecer por completo, quando me deparei com alguns trabalhos publica­dos na década passada de­monstrando grande eficácia em regredir sintomas de tais patologias. Verifiquei em al­guns outros trabalhos cientí­ficos que a vitamina D atua em 229 genes de cada uma de nossas células. Então na época percebi que a falta desta vitamina representa uma porta de entrada para diversas doenças, mas que até mesmo depois de insta­ladas, podem ter o quadro revertido com a reposição desta poderosa vitamina, ou seja, apresentando efeito dose-resposta.

Há grandes médicos pes­quisadores da Vitamina D, trazendo excelentes estudos a respeito desta substancia, na qual procuro os funda­mentos deste novo tratamen­to no que tange a divulgação e tratamento. Dentre eles, posso citar o Dr. Michael Holick, Dr. Zaid Sarfraz, Dr. Eric Madrid, Dr. Mercola, todos especialistas no tra­tamento da vitamina D3, com trabalhos publicados referentes a doenças autoi­munes, respiratórias, câncer, cardiopatias, neurodegene­rativas e metabólicas etc.

CORREIO SUDOESTE: Ao ficarem doentes, geral­mente as pessoas tem o cos­tume de procurar o médico, mas é possível tratar de do­enças pela nutrição?

JÚLIO: As pessoas de­vem sempre procurar o mé­dico ao primeiro sintoma de qualquer patologia, mas também sempre devem pro­curar o nutricionista para adequar alimentação, bem como todo o quadro nutri­cional que possa emergir numa melhor recuperação física, e com maior eficácia ao tratamento proposto. Essa interação é que deve existir, para haver a possibilidades terapêuticas a fim de reco­brar a saúde pela nutrição em primeiro lugar, e com isso, as doenças então de­saparecerem. Hipócrates, o pai da medicina, já dizia: “Que o seu remédio seja o seu alimento, e seu alimen­to seja o seu remédio”; aqui está o vínculo nutricionista­-médico! Ele já defendia que a boa alimentação é o nosso melhor remédio, pois é um modo natural de se afastar a doença e gerar a saúde. Por exemplo, a obesidade é uma doença em que tra­tamos com muita eficácia pela nutrição. Mas não só a obesidade é tratada pela nutrição. Além dela, temos inúmeras outras patologias, como aquelas que acometem os rins, fígado, estômago, co­ração, intestinais, doenças inflamatórias, autoimunes, dentre elas cito, a esclerose múltipla, diabetes 1 e 2, lú­pus, e as degenerativas, neu­rológicas, como o Alzheimer e Parkinson, tratadas por meio de uma alimentação correta, aliada a ingestão adequada de vitaminas, minerais. Isso porque inú­meras doenças são geradas pela má alimentação, falta de ingestão de água, carên­cia de vitaminas, minerais, falta de fibras, bons óleos e etc. Com isso, ajustando a causa da doença, o problema de saúde se resolve.

Há, por exemplo, estudos indicando que é possível po­tencializar o tratamento de câncer a base da vitamina D3 e probióticos, que é um suplemento alimentar rico em microorganismos vivos. Nós temos mais bactérias em nosso corpo do que células. Segundo as estimativas te­mos 10 trilhões de células em nosso corpo, e só no in­testino, temos 100 trilhões de bactérias. Os probióti­cos têm inúmeras funções, e uma delas é alterar o PH corporal de ácido para alca­lino. O câncer só se desen­volve em ambientes ácidos. Assim, essa alteração de PH corporal pode vir colaborar significativamente na me­lhora do quadro clínico e afastar os diversos tipos de câncer, e outras doenças.

CORREIO SUDOESTE: A esclerose múltipla pode vir a ser tratada pela nutri­ção de que forma?

JÚLIO: Sim, pela experi­ência que tenho tido, e pelos estudos científicos já publi­cados, a esclerose múltipla pode ser tratada a base de fundamentalmente de vita­mina D3, e uma alimentação balanceada. A vitamina D3 no caso deverá ser mani­pulada, já que as doses são elevadas. Porém, a ingestão desta vitamina precisa ser acompanhada por um pro­fissional da saúde, no caso, um médico ou nutricionista que entenda deste tratamen­to em específico. O paciente sente a melhora já nos pri­meiros meses, e por volta de 6 a 10 meses de tratamento, os sintomas podem vir a de­saparecer por completo, e a pessoa voltar a ter uma vida normal, agora, com mui­to mais qualidade. Muitos que estavam acamados, sem poder sequer andar, voltam a andar, trabalhar e praticar exercícios físicos.

Neste tratamento, vejo pela necessidade de inclu­são também da vitamina K2, já que a vitamina D aumenta a absorção do cálcio no or­ganismo. Tomar vitamina D3 com cálcio pode vir a trazer sérios problemas de saúde em longo prazo, como calcificação das artérias co­ronárias, dos rins e etc. A absorção do cálcio é poten­cializada pela vitamina D3, porém, fica uma absorção sem rumo. Para que se evite isso, é necessária a inclusão da vitamina K2 que direcio­na este cálcio para os ossos, solucionando e prevenindo osteoporose e osteopenia.

É bom acrescentar que pela vitamina K2, Coenzima Q10 e Omega 3, consegui­mos tratar de doenças sérias do coração, como a calcifi­cação das artérias e outras cardiopatias. Posso afirmar com segurança que é possí­vel evitar inúmeras cirurgias no coração com seis meses de tratamento à base da vi­tamina K2, em suas doses adequadas e individualiza­das na necessidade de cada paciente.

 

CORREIO SUDOESTE: O que causa a esclerose múltipla?

JÚLIO: Primeiro deve­mos entender que a escle­rose múltipla é uma doença autoimune. A doença imune é uma situação em que os anticorpos começam a ata­car as estruturas normais do nosso organismo. Quando atacam a mielina dos nos­sos nervos, causa a esclerose múltipla. Quando atacam o pâncreas, gera o diabetes. E a causa disso pode estar na maior parte das vezes numa alimentação errada. Há estudos científicos afir­mando, por exemplo, que quanto maior o consumo de leite, maior a incidência de esclerose múltipla. Mui­tas pessoas desencadeiam a esclerose por causa do leite, pois ao ser criada a alergia ao leite, o sistema imune pas­sa a atacar não só a proteína deste alimento, mas também a mielina dos nervos, desen­volvendo a doença autoimu­ne. Dessa forma, é preciso uma dieta específica, já que de nada adiantaria a inges­tão da vitamina D, K2 e etc, e ainda, tendo alimentação errada.

A falta de vitamina D e também problemas tireoi­dianos são porta de entrada para doenças autoimunes de forma geral.

CORREIO SUDOESTE: Além de esclerose múltipla, quais outras doenças po­dem vir a ser tratadas pela vitamina D3?

JÚLIO: Inúmeras doen­ças podem vir a ser tratadas com base na vitamina D3, já que ela favorece a saúde do corpo como um todo. Até mesmo doenças neurode­generativas como o Mal de Alzheimer e Parkinson. A falta de vitamina D durante a gravidez aumenta proba­bilidade de nascimento de crianças autistas.

A vitamina D tem sua constituição muito asseme­lhada a de um hormônio, e tem influência, repito, em 229 funções de cada uma de nossas células. Por meio da vitamina D, por exemplo, o corpo produz a proteína fator inibidor de renina, que é indispensável para regula­ção da pressão nas artérias. Assim, há estudos cientí­ficos que informam que a deficiência da vitamina D também pode desencade­ar pressão alta. É possível, sem nenhuma dúvida, tratar a hipertensão com base em vitamina D3. Muitos casos de hipertensão poderiam ser atenuados, e muitos ou­tros eliminados, se a pessoa fizesse a reposição correta desta vitamina.

Diversas doenças autoi­munes como diabetes 1 e 2 , lúpus, síndrome de Cro­wn podem-se tratadas com muita segurança pela corre­ta reposição da vitamina D. São doenças relacionadas todas ao sistema imune, e a vitamina D tem ação central nesta função.

Poderíamos evitar di­versos infartos agudos do miocárdio, uma das gran­des causas de morte do ser humano, por meio da vita­mina D. O infarto agudo é uma doença inflamatória, e não é doença relacionada a colesterol como muitos dizem. O colesterol só se fixa nas artérias quando há um quadro inflamatório, e muitas vezes, esse quadro inflamatório é subclínico. A vitamina D e Omega 3 re­tiram a inflamação do corpo e diversos infartos poderiam ser evitados.

Como já dito, em razão da vitamina D atuar direta­mente no sistema imune, doenças do sistema respi­ratório, alergias, prevenção de gripes e resfriados, são facilmente tratados pela vi­tamina D. A vitamina D está relacionada na produção da proteína chamada peptídeo antimicrobiano, que atua na efetiva proteção do corpo contra agentes infecciosos. Se o nível de vitamina D está baixo, a produção desta proteína é prejudicada, e as infecções e viroses atacam o organismo, podendo levar a morte. Essa proteção é supe­rior às vacinas de gripe e as mortes relacionadas à gripe suína teriam sido evitadas. Posso dizer que se as pesso­as fizessem a suplementação desta vitamina, haveria uma drástica diminuição de mor­tes advindas das chamadas infecções de inverno.

A vitamina D aliada a vi­tamina K2 e cálcio pode tra­tar osteoporose e osteopenia, pois ela aumenta a absorção do cálcio pelo organismo.

É bom que se diga que a vitamina K2 está sendo con­siderada como a vitamina número um do antienve­lhecimento e da beleza. Ela melhora muito o aspecto geral da pele. Mulheres que fazem ingestão de vitamina D3 e K2 durante a gravidez têm filhos mais fortes e mais saudáveis, podendo evitar o autismo.

CORREIO SUDOESTE: Qual a melhor forma de ad­quirimos a vitamina D?

JÚLIO: A forma natu­ral é pela exposição ao sol, mas ela tem seus horários corretos, que seria por volta de 15 minutos entre as 11h às 14h. Porém, o protetor solar bloqueia a produção da vitamina D pela pele, e há médicos, como o famo­so Doutor Mercola, médico norte americano que tem diversas publicações a res­peito de saúde e nutrição, já detectando que o banho com sabonete retira grande parte da produção desta vitamina pela exposição ao sol.

Dessa forma, recomen­do a suplementação oral em cápsulas em doses ade­quadas para cada pessoa. A forma de cápsulas sublin­guais fica entre as melhores vias desta suplementação, porque a absorção sublin­gual leva a vitamina D di­retamente para a circulação sistêmica, tal como quando a vitamina D é sintetizada naturalmente pela pele por meio da exposição ao sol. A forma sublingual é mais fi­siológica que as demais vias de suplementação.

CORREIO SUDOESTE: Qual a recomendação você daria às pessoas em geral sobre a vitamina D?

JÚLIO: Primeiro que a suplementação deve ser acompanhada por um mé­dico ou nutricionista apto a aplicarem este tratamento que é também preventivo.

Alerto as pessoas sobre a necessidade de cuidarmos preventivamente da saúde. Sempre digo que a pessoa que hoje diz não ter tempo para cuidar da saúde, ama­nhã deverá achar tempo para cuidar da própria doença. É uma conseqüência inevitá­vel. Segundo os epidemiolo­gistas, se houvesse a correta suplementação da vitamina D na população, 40% dos novos tipos de câncer desa­pareceriam.

Os entes governamen­tais deveriam aplicar este tratamento nos hospitais públicos como algo priori­tário, para que mais pessoas pudessem ser beneficiadas. Com isso, os gastos públicos com saúde diminuiriam, já que além da vitamina D ter um baixo custo, os hospitais passariam a ter menos doen­tes, em razão de as pessoas passarem a ter muito mais saúde.

Atendimento ao público

Julio faz atendimento em seu consultório à rua Alfredo Fidelis Marques, 165, Centro, São Sebastião do Paraíso/MG. Telefone para contato do consultório é (35) 3531- 8423.

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2 Comentários

  1. Intteressante sua matéria sobre a vit d , k2, gostaria de saber se pode tomar junto com vit b2 , vit E.contra a doença de parkinson ?

    • Eleuterio pode sim, sem problemas. Mas tome cuidado nas doses, procure orientar-se com um nutricionista ou médico apto nas prescrições e conhecedor deste modelo de tratamento. A vitamina D pode ser tóxica em certas pessoas, a vitamina E também. Portanto não tome nada por conta, pois realmente é perigoso para sua saúde.

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